quinta-feira, julho 26, 2012

Mensagem aos Companheiros.

Os Companheiros Victor Emanuel Vilela Barbuy e Lucas P. Carvalho, respectivamente, Presidente e Diretor Administrativo Nacional da Frente Integralista Brasileira - FIB.
Lucas P. Carvalho*

Li alguns comentários que indicam uma tendência que não raramente aparece e que é natural. A lógica parece indicar que devamos nos voltar ao foco individual, à própria sobrevivência.

Mas, obedecemos a mandamentos superiores à nossa vontade, portanto evidentemente superiores à nossa motivação. A razão interfere na motivação, portanto na emoção e não há como blindar a mente embora alguns percam tempo com esta possibilidade fictícia.

Observem que no combate longo precisamos ter um revezamento; somente super-heróis seriam capazes de aguentar seguidos turnos sem descanso. Isso não significa que devamos abandonar definitivamente a guerra, mas apenas nos recolher temporariamente para nos alimentarmos e curarmos alguns danos pessoais.

Asseguro-lhes que pior que o sentimento de estar sozinho tentando segurar um ser indestrutível, é o sentimento de estar longe do combate.

A verdade é que o inimigo que enfrentamos é tão grande que em alguns momentos não conseguimos ver que a muitos quilômetros há outros guerreiros lutando contra o mesmo.

Alguém comentou que Plínio Salgado desanimava, mas não é verdade. Em um desses momentos de uma breve fase pessimista, perguntei ao Sr. Gumercindo se o Chefe sempre se manteve animado com o futuro do Brasil e ele respondeu: SEMPRE.

Sei que não preciso escrever as razões de nossa luta, ela está na mente e principalmente nos corações de todos. Movidos apenas pela emoção estão os loucos que nos atrapalham seja por seus chiliques, seja por seus buracos negros da depressão. Movido apenas pela razão ninguém vive, negamos a natureza humana, é o caminho do suicídio muitas vezes de fato.

A única luta válida é a luta por Deus, pela Pátria e pela Família. Não podemos abandonar esta luta pela ausência ou pela presença de um ou outro elemento. Muito menos pela cortesia ou ausência dela em qualquer um dos outros soldados: não estamos aqui para uma confraternização, mas para uma guerra.

Em alguns momentos as circunstâncias forçam um foco individualista, mas este não representará a verdade. Trata-se apenas de um erro do qual muito rapidamente saem os justos companheiros.

A quem vai para o alojamento ou para a enfermaria: vá sabendo que não será capaz de se distanciar muito do fronte - e que precisamos de você!

Anauê!

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Mensagem aos covardes (estes creio que não são e nunca serão nossos companheiros):
Façam-nos o favor de atrapalhar os movimentos liberais individualistas ou os comunistas.

* ∑ - São Paulo (SP). Diretor Administrativo Nacional da Frente Integralista Brasileira – FIB.

Reflexões sobre o desânimo de alguns.

Eduardo Ferraz*

O Companheiro que acredita poder mobilizar a população semana que vem, que deseja ver nas pessoas o reconhecimento de sua atitude, que espera as glórias da Vitória no curto prazo, já começou errado.

O desânimo e a constatação de que o trabalho mobiliza poucos são naturais - há muitas forças que agem contra o Idealista, contra o conhecedor da Verdade e defensor das causas justas. Quem não compreendeu que nosso trabalho é um trabalho de resistência - e que antes de qualquer reconhecimento virão inúmeras provações, não compreendeu a magnitude da batalha que assumimos empreender pelo nosso Ideal.

A decepção e a amargura cotidiana nas relações com amigos e familiares são momentos perigosos na vida de um Integralista dedicado, pois, este não deve ser forte apenas para ver a ausência de seguidores, mas, também para ver a deserção de velhos Companheiros. Os que desertam hoje terão no futuro o remorso por não terem sido persistentes e valentes quanto poderiam, quando foram chamados ao trabalho. Quando mais velhos, finalmente compreenderão que VENCER não é uma festa com muitos cerimoniais e aplausos, mas, é ter uma Ideia superior a uma derrota.

A persistência é a atitude do apóstolo. O bom doutrinador persistirá em vencer a amargura e em convencer a si mesmo que está ao lado da Verdade, mesmo que sozinho, já é motivo suficiente para continuar na luta.

O drama de portar Ideias novas, que poucos compreendem, é ter que defender-se continuamente das armadilhas que as ideias falsas promovem. Tudo conspira contra aqueles que trazem Ideias novas e sentimentos nobres. Todos os medíocres se unem para atacar aquele que, trazendo a Revolução, desacomodará os acomodados.

A concepção egocêntrica das coisas, de que tudo deve caminhar a seu favor, não é própria de quem defende as causas nobres. Não sei de que modo alguém consegue mensurar um prazo para o resultado do nosso trabalho. A compreensão de que a vitória moral é nossa deve subordinar as conquistas materiais e não o contrário. Pode ser que sacrifiquemos toda nossa vida na causa e em dez ou quinze anos tenhamos um resultado prático sensacional, mas, pode ser que NUNCA vejamos esse resultado. Pode ser que o fruto do nosso trabalho só seja conhecido pelas futuras gerações. E isso já terá valido muito a pena.

Venda a alma ao diabo, alie-se ao sistema financeiro internacional e você terá uma legião de puxa sacos. Conquistará facilmente todos os seus objetivos materiais, pois, estes estarão subordinados a interesses ocultos. A nossa luta é difícil exatamente porque NUNCA IREMOS NOS ALIAR AO DEMÔNIO PARA CONQUISTAR AS COISAS.

A tendência é nos esforçarmos mais conforme nosso projeto crescer e criar raízes mais sólidas. Estou há sete anos na FIB (o que é muito pouco), já pensei em desistir muitas vezes. Já perdi muita coisa por conta do Integralismo, mas, prevaleceu a convicção na Ideia e a certeza de Vitória. Quando vejo alguns Companheiros com seis meses de trabalho desanimando, minha obrigação é mostrar o quanto são absurdos os motivos para o desânimo.

Vejo no diálogo a possibilidade de resgate dos companheiros que entram nessa "espiral da desilusão" - que quase sempre é motivada por problemas pessoais. Há probabilidade de, por meio do diálogo, a pessoa perceber a confusão.

Chamaremos muitos, atenderão poucos; e cada vez mais a sociedade afunda, estes poucos terão muito mais fraquezas. Todavia, é inadmissível esperar muito em troca de uma vida dedicada ao Integralismo. O reconhecimento se vier um dia, é bônus.

Ninguém permanece no Integralismo contra a própria vontade, porém, para o que conhece a Verdade, não há lugar fora do Integralismo.

Anauê!

*∑ - São Paulo (SP). Secretário Nacional de Expansão e Organização da Frente Integralista Brasileira – FIB.

segunda-feira, julho 23, 2012

Verdades da "direita" e da "esquerda"


Esclarecimento necessário:
Companheiros.
Infelizmente, não é incomum algumas pessoas se aproximarem do Movimento Integralista supondo que somos de direita e mesmo extrema direita, o que constantemente nos obriga a explicações, que geram surpresa e até decepções! Já publicamos aqui no Blog Artigo aclarador sobre a matéria, “Direitas e esquerdas”, de Plínio Salgado,  mas, como esta acusação infundada sempre volta, agora transcrevemos mais uma vez a Palavra do Chefe Nacional, Autoridade inapelável em matéria de Doutrina Integralista.
Pelo Bem do Brasil!
Anauê!
Sérgio de Vasconcellos.

Verdades da "direita" e da "esquerda"
Plínio Salgado

Em vos falando da verdade, pergunto-vos: existe uma verdade da “direita” e outra da “esquerda”? Onde está a verdade? Como atingirmos a verdade?

Respondo-vos, dizendo que não existe uma verdade da “direita” ou da “esquerda”, porque no sistema do mundo,  na essência do cosmos, não existe nem “esquerda” e nem “direita”, e sim condições de movimentos e processos de expressão de forças eternas, de um modo imutável.

A Verdade está no Absoluto das coisas e nós a atingiremos pela Concepção Integral do Universo.

Eis aí como o nosso Integralismo supera todas as correntes de ideias que costumam evocar, para estabelecer comparações, os poucos versados em nossa doutrina.

Não nos limitamos ao terreno econômico e social, porquanto partimos da esfera filosófica e estabelecemos um sistema de consideração do mundo, segundo o qual subordinamos o nosso pensamento político. Esse sistema não se submete ao ângulo estreito das concepções unilaterais, nem tampouco se restringe ao agnosticismo debilitante da burguesia epicurista ou empírica.

O nosso pensamento tem o sentido expressivo deste século, cujo espírito os pensadores da Europa ainda não apreenderam. Esse  espírito é de Síntese.

SALGADO, Plínio. A Quarta Humanidade. 1. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1934; págs. 90 e 91. A passagem transcrita faz parte da Conferência “No Limiar do Século XX”, proferida originalmente na Faculdade de Direito de Recife (1933) e repetida na Associação Universitária da Bahia e no Teatro José de Alencar, em Fortaleza, e posteriormente enfeixada na Obra “A Quarta Humanidade”. 

domingo, julho 22, 2012

Algumas considerações sobre o Integralismo e a Moral Sexual

Leonardo Simões Matos*

Entre os Integralistas, internamente ao movimento, podemos aconselhar que sigam as orientações de suas respectivas religiões. Como Estado, não poderá o Integralismo atuar invadindo a intimidade de qualquer indivíduo ou família (ainda que em formação). Mas jamais pode ser patrocinador da promiscuidade como têm sido os governos nas últimas décadas! Lucas P. Carvalho - Diretor Administrativo Nacional da FIB.


Dada a polêmica gerada, acho interessante algumas considerações... Lembrando sempre que não sou dono do Integralismo e nem pretendo falar em nome de todo o Movimento Integralista. Todos são Seres Humanos, dotados de livre arbítrio para discordar.

O Integralismo não é uma religião. O Integralismo é uma Filosofia e uma Doutrina Política. O projeto Integralista para a Nação Brasileira NÃO É UM PROJETO RELIGIOSO, mas um projeto filosófico e principalmente político. São nesses campos que devemos ter a atitude que vai inspirar os nossos compatriotas.

No livro "Direitos e Deveres do Homem", Plínio Salgado fala dos direitos da Sociedade Religiosa como grupo natural e não de uma ou outra religião específica.

Mais adiante, ainda no capítulo em que Plínio trata dos direitos da Sociedade Religiosa, aos integralistas católicos ele cita a Encíclica Divini Redemptoris de Pio XI em que aconselha “a união de todos os que crêem em Deus (mesmo não sendo católicos) na luta contra o materialismo do nosso século, o que evidencia o espírito de tolerância da Igreja”(1).

Depois, Plínio cita PIO XII, que em sua Alocação ao Sacro Colégio, continua o pensamento de PIO XI: “Não vacilem (os católicos) em unir esforços com os daqueles que, ainda que estejam fora de suas fileiras encontram-se, todavia, de acordo com A DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA CATÓLICA e estão dispostos a percorrer o caminho traçado por ela, que não é o caminho das perturbações violentas, mas o das experiências provadas e o das enérgicas resoluções”(1).

A DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA CATÓLICA está descrita na encíclica Rerum Novarum. É um documento em que a Igreja descreve como ela acredita que uma sociedade deve se organizar socialmente e politicamente. É um documento de orientação política e não teológica. É nesse documento que o Integralismo se inspirou para construir seu projeto político!

Leiam a encíclica Rerum Novarum e encontrarão a extrema semelhança com o Manifesto de Outubro de 1932. Quando falamos que o Integralismo é inspirado na Igreja Católica, é principalmente disso que estamos falando.

Sobre a castidade antes do casamento, isso é um valor moral religioso cristão com certeza. Mas para o Integralismo de nada adianta o cidadão ser casto antes do casamento, mas oferecer propina a um policial durante uma blitz ou então aceitar vantagens em função de um cargo que ocupe.

É bem verdade que a busca desenfreada pelo prazer, a promiscuidade, é identificada por Plínio Salgado como uma manifestação do Espírito Burguês materialista no livro "O Espírito da Burguesia". Ele escreve: “Os burgueses entregam-se à luxúria, possuem várias concubinas além da esposa legítima, não se respeitam reciprocamente quando tratam de conquistar recíprocas mulheres”(2).

Nesse ponto, falando politicamente e não religiosamente, acredito que cabe a reflexão: É fato que o Integralismo combate os valores materialistas. No entanto onde estão realmente os valores materialistas burgueses? Simplesmente na prática do sexo antes do casamento ou na banalização do sexo, da promiscuidade e da busca descontrolada pelos prazeres, seja antes ou depois do casamento?

Um casal jovem, fiel, com intenções reais e sérias de formar uma família, que pratica o sexo antes de oficializar sua união pode ser condenado pelo Integralismo (como movimento político), sob o ponto de vista filosófico e político?

Ao invés de fazer a distribuição em larga escala de preservativos, incentivando tacitamente a promiscuidade, é mais responsável o Estado Integral promover campanhas e ações fortes sobre:
- as terríveis consequências que as DSTs trazem ao organismo e ao estado psicológico do indivíduo.
- as vantagens sociais, psicológicas e físicas da monogamia.

Nesse caso sou da opinião que, sendo uma doutrina filosófica e política, não cabe Integralismo fazer o juízo de valor sobre a castidade de um cidadão antes do casamento oficializado. Não cabe ao Movimento Integralista proibir ou liberar o ato sexual antes do casamento. O Integralismo deve sim condenar a PROMISCUIDADE DESENFREADA e irresponsável, seja antes ou depois do casamento, pois ai reside realmente o valor materialista burguês que o Integralismo combate.
  
NOTAS:
1) SALGADO, Plínio. Direitos e Deveres do Homem. 2ª ed. In Obras Completas. 2ª ed., vol. V. São Paulo: Editora das Américas, 1957, pp. 316-317.
2) SALGADO, Plínio. Espírito da Burguesia. 1ª ed. Rio de Janeiro: Livraria Clássica Brasileira, 1951, p. 17.

*∑. São Paulo – SP. Administrador dos Blogs Sigma Integralista e Resposta da Atlântida.

sexta-feira, junho 22, 2012

O Brasil precisa de você! A Humanidade precisa do Brasil!

    

O BRASIL PRECISA DE VOCÊ! A HUMANIDADE PRECISA DO BRASIL!

    Assuma com coragem o trabalho pelo país de acordo com a sua consciência!

    Alguns problemas se desenvolvem a alta velocidade e não podemos mais deixar de nos somar para enfrentarmos estes problemas! 

    Hoje sofremos conseqüências de diversos problemas que já eram previstos há décadas pelos nossos antigos companheiros. Muito se conseguiu fazer, mas nosso trabalho foi enfraquecido pela propaganda dos grupos comprometidos com a desagregação social de nossa pátria.

    Colhemos e observamos o resultado da completa perda de valores de muitos brasileiros. O único valor que muitos possuem é o valor materialista! O dinheiro compra a honra de muitos indivíduos e temos nossas instituições democráticas totalmente contaminadas pelos mais primitivos dos egoístas.

    Se não conseguirmos reverter este processo de destruição de nossa civilização, corremos o risco de chegarmos ao colapso total em poucos anos.

    A destruição dos valores do povo brasileiro o faz apático, o desmoraliza para a luta pelos seus direitos e o impede de exigir e lutar pela honestidade política. É cada vez mais claro o processo de alienação promovido por alguns meios inimigos do povo e da democracia.

    Verdadeiros trabalhadores, estudantes e cidadãos deste país: LEVANTEM-SE E SOMEM-SE! Há como juntos enfrentarmos os problemas.


    Não temamos os inimigos da pátria que certamente farão sempre o possível para a difamação e distorção do que é verdadeiramente o Integralismo.


FILIE-SE JÁ AO INTEGRALISMO: FRENTE INTEGRALISTA BRASILEIRA - FIB.

quarta-feira, junho 20, 2012

BASES DO CORPORATIVISMO


A Cultura, periódico Integralista cearense do Movimento Águia Branca. Fonte: https://picasaweb.google.com/113485118109961085819/De1945Ate1965#5755126606889995746


Bases do Corporativismo
Gaspar Brigido*
O Sindicato, segundo os princípios filosóficos, morais e científicos que informam a Doutrina dos Águias Brancas, tem quatro funções, harmônicas entre si:
a)      – função política – através da sua efetiva participação na vida política nacional, integrando os Conselhos Municipais, os Conselhos Econômicos Provinciais e a Câmara Corporativa Nacional;
b)      – função econômica – pela viva atuação na estrutura econômica da Nação;
c)      – função cultural – promovendo empreendimentos destinados à formação cultural do povo, para o que manterá cursos, escolas, bibliotecas especializadas, escolas técnico-profissionais, colônias de férias, campos de esportes, tornando a Instrução e a Educação acessíveis a todas as classes; ensino primário obrigatório e gratuito; a ninguém assiste o direito de ser analfabeto;
d)      – função moral – assistindo moralmente a todos os que participam, direta ou indiretamente, da obra comum da produção nacional, procurando solucionar pacificamente os conflitos entre Capital e Trabalho.
Justifica-se, por tais funções, a necessidade da existência das Corporações.
O Sindicato congrega produtores de uma única categoria, profissão ou ofício. Reúne ou empregadores ou empregados. Nunca, porém, as duas classes.
O conjunto de Sindicatos forma as Federações (âmbito provincial, formando os Conselhos Econômicos) e as Confederações (âmbito nacional).
As Corporações,  instituições do Estado, reúnem empregadores e empregados. Formam a Câmara Corporativa, que funciona harmonicamente com o Senado ou Conselho Nacional, que congrega as mais expressivas figuras da vida cultural, moral e científica da Nação.
(Publicado originalmente em A Cultura, Nº 17, Ano II, Setembro de 1956)
*∑ - Fortaleza, Ceará. Foi um dos mais destacados líderes do Movimento Águia Branca.

A ditadura do “movimento homossexual”


A ditadura do “movimento homossexual”

Leonardo Simões Matos*

Independentemente de ser contra ou a favor do homossexualismo em si, devemos seriamente propagar as ideias desta psicóloga.

A ditadura que o "movimento homossexual" está construindo acaba por oprimir não somente os cidadãos heterossexuais, mas também muitos cidadãos de orientação homossexual.

O Ser Humano tem livre arbítrio. Em sendo livre, o individuo deve ter o poder de optar pela mudança de sua orientação homossexual, caso existam mecanismos para isso. Ainda que não seja considerado doença pela OMC, se existem mecanismos psicológicos que podem auxiliar uma pessoa a alterar a sua orientação de homossexual para heterossexual, ninguém tem o direito de priva-la desta possibilidade.

Na verdade, mesmo utilizando os argumentos "gayzistas", essa possibilidade permanece. Se eles defendem a liberdade dos indivíduos de possuir a orientação sexual que bem desejarem, não podem jamais privar alguém de solicitar auxilio profissional para alterar sua orientação homossexual, em existindo essa possibilidade.

É bem verdade que sendo homossexual uma pessoa realmente pode enfrentar muitos preconceitos e discriminações. Aliás, muitas vezes o próprio indivíduo não está satisfeito com essa orientação.

Diante disso, chega a ser um crime e um atentado contra o livre-arbítrio do Ser Humano, negar-lhe a possibilidade real de alterar sua orientação homossexual. O ativismo gay, além de negar essa possibilidade à indivíduos que, muitas vezes, desejam essa mudança, impondo-lhes ideologicamente que essa condição é imutável, ainda procurar reprimir correntes de pensamento que desejam oferecer à essas pessoas uma opção de acabar com seu sofrimento (afinal, eles mesmos alegam que sofrem em nossa sociedade).

Visto sob esse prisma, o ativismo gay se revela ainda mais cruel, até mesmo contra aqueles que diz representar.

*∑. São Paulo – SP. Administrador dos Blogs Sigma Integralista e Resposta da Atlântida.

sábado, junho 16, 2012

MENSAGEM AOS QUE BUSCAM À FRENTE!


Os Companheiros Victor Emanuel, Edson Pacheco, Robson Ferreira, Sérgio de Vasconcellos e Eduardo Ferraz durante o Fórum Integralista Rio 2009. Fonte: https://picasaweb.google.com/113485118109961085819/Pos1975#5754848691140308866



Eduardo Ferraz*
Companheiro.

A sociedade marcha sem rumo na confusão surreal do mundo moderno. De fato,  o mundo atravessa uma crise de proporções antes inimagináveis, onde o controle das mentes ingênuas e a total subserviência das nações parecem ser apenas o começo do nosso apocalipse.

Fica cada vez mais claro, para os que compreendem a problemática da situação o que deve ser feito, e também é  cada vez mais simples perceber que somente uma autêntica força nacional - desvinculada dos interesses econômicos e políticos ao qual estão atreladas as nações -, será capaz de livrar o Brasil e o mundo da escuridão que se aproxima.

Imagino o quanto deve ser frustrante entrar em contato e não ser respondido, mas, acreditem, isso não se dá por incompetência ou falta de comprometimento de nossos Companheiros - as razões são inúmeras e entre elas posso destacar o fato de não sermos ligados a um grande grupo econômico, por exemplo. Nossos colaboradores trabalham, estudam, dedicam-se à família e ainda assim empregam parte preciosa de seu tempo na Causa Integralista, lutando mesmo com recursos ínfimos e pouca visibilidade pela salvação do Brasil.

Não é e não será diferente em outras partes do mundo - os nacionalistas não têm recursos como tem os liberais e os comunistas. Ao contrário do que se imagina, não dispomos de secretárias para atender aos telefones e responder a todos os e-mails e cartas que nos chegam diariamente. As pessoas procuram uma resposta para este mundo confuso. Esta resposta é o Integralismo.

Mas as pessoas só saberão disso à medida que nos organizarmos o suficiente para conscientizá-las. E isso será feito com muito trabalho - ignorando todas as adversidades e dificuldades a que corajosamente os integralistas enfrentam sem receios e confiantes no triunfo da Doutrina em um futuro próximo.

Pelo pouco que temos, avalio que já conseguimos realizar um trabalho razoável - diariamente despertamos dezenas de jovens brasileiros. Onde, um Companheiro - que não tem contato real com o movimento - vê um movimento moribundo, eu vejo um movimento renovado e com muito fôlego, com a multiplicação de núcleos em todo o interior do Brasil e sua consolidação nas principais capitais com a expansão de dezenas de projetos e iniciativas inovadoras em diversas localidades.

A vontade de mudar o Brasil você já tem - falta o direcionamento, que por uma razão ou outra não foi dado. Não fique de braços cruzados. Chegou a hora de participar efetivamente. Há muito a se fazer.

Entre em contato comigo por eduardo.ferraz@integralismo.org.br .

(Publicado originalmente em 08 de Maio de 2012)

* ∑ - São Paulo (SP). Secretário Nacional de Expansão e Organização da Frente Integralista Brasileira – FIB.

sexta-feira, junho 08, 2012

O nome do Movimento em perigo!


O Companheiro Leonardo Mattos prestes a subir a Pedra do Baú.


Leo Mattos*

Meus caros amigos. Todos tem observado e ainda muitos tem atuado para a recuperação da honra do nome do Integralismo, destruída por anos de mentiras e manipulações.
Reuniões nos mais diversos rincões da nação, coordenações e articulações que culminaram no Congresso Nacional Integralista dos dias 4 e 5 de dezembro de 2004 e na Fundação da Frente Integralista Brasileira.
Porém ainda existem irresponsáveis que podem colocar o trabalho de muitas pessoas a perder. Um irresponsável que se diz integralista pode enganar desavisados ou ainda pior, servir de arma para nossos inimigos.
Precisamos ficar atentos e não deixar que irresponsáveis, desinformados,  se proliferem destruindo o nome que a duras penas estamos reconstruindo.
Façamos algo.
Na verdade,  o Integralismo não é de direita.  Essas denominações esquerda e direita foram criadas para designar os adeptos da economia clássica e do materialismo histórico.
Os frutos da economia clássica e do materialismo histórico são três: O comunismo e seus descendentes. O liberalismo e seus descendentes e o autoritarismo e seus descendentes.
O Integralismo, na base, já não pode ser classificado como esquerda ou direita, pois, confia toda a estrutura de sua Doutrina na Concepção Espiritualista do Mundo e não na materialista.
“A questão social deve ser resolvida pela cooperação de todos, conforme a justiça e o desejo que cada um nutre de progredir e melhorar. O direito de propriedade é fundamental para nós, considerado no seu caráter natural e pessoal.” (Manifesto de Outubro)

Publicado originalmente em 05/11/2004, quando o Autor tinha 18 anos. Hoje, Bacharel em Direito, abrilhanta a Doutrina Integralista com seus Textos admiráveis no Blog "Sigma Integralista" .

* ∑ . São Paulo (SP).

sábado, março 17, 2012

O HOMEM E A LIBERDADE


Dom A. D’Almeida Moraes Junior*

É o homem um ente extraordinário. Não é simplesmente matéria, porque a matéria lhe repugna, na sua contínua inércia, na sua limitação espacial, no seu passivismo, na sua necessidade. Não é simplesmente matéria, porque, se a matéria apela para o marasmo, a tranquilidade necessitante, ele traz em si a inquietude que o dinamiza. Se a matéria se limita na extensão, na ubilocação extensiva, ele sente em si um surto que se desprende dos limites, que não se enquadra nas linhas intransponíveis de uma situação contingente. Se a matéria se satisfaz numa exigência puramente finita, na realização de tendências puramente mecânicas, ele traz consigo a insatisfação continua, o desejo que cresce com a insaciabilidade das aspirações, que não descansa nos seus voos e que, de desilusão em desilusão, como o voo desprendido de sonho em sonho, tem horror à forma e às necessidades limitativas da matéria. Ele é também matéria. Mas matéria unida à luz! E tudo o que nele foge da acidentalidade e do limite está nessa luz, nesse clarão permanente, nesse espírito que nós chamamos a alma. Eis o homem! A matéria que sobe e a cintila do céu que desce, o resumo do mundo material que se encerra no seu corpo e o espírito que é a sua alma.
A filosofia, a ciência, a história, a poesia, a arte debruçaram-se sobre esse abismo para perscrutá-la, como o viajante, cansado da poeira do deserto, se detém ante a figura estranha da esfinge que fala na solidão a palavra misteriosa do enigma. E todos têm visto nesse conjunto admirável e assombroso três afirmações inegáveis – o espírito, o coração e a vida. O espírito fulgura na sua inteligência, na sua vida e no seu coração. Ele é a alma desse abismo. Toda a irrequieta atividade do homem, toda a sua ilimitação está no espírito. Só vive no infinito e do absoluto! Enchei-o do que vós o quiserdes. Bentham quis enchê-lo de um número de prazeres superior ao número dos infortúnios. Stuart-Mill desejou locupletá-lo com os prazeres qualitativos; Sócrates, com a satisfação das suas próprias tendências; Thierry, com sabedoria; Berthelot, com o passar de duas centúrias; Hello, com a ciência; Teofrasto, com a riqueza; Pirro, com a apatia; Calístenes, com a ausência das dores; Aristipo, com o hedonismo realizado; Epicuro, com a lama da volúpia... E após a agitação de todos os grandes sonhos do materialismo e do cientificismo, ele ficou palpitando angustiosamente sobre os escombros de todas essas ambições como a flor entristecida e murcha sobre as lajes frias do sepulcro. Erra quem procura fragmentar a entidade humana ou quebrar o elo espiritual que a prende ao supremo Bem. O homem pouco diferenciado de Büchner(1), o homem da seleção natural de Huxley(2), o homem da evolução de Darwin(3), o homem-organização puramente material, o homem força e matéria(4), o homem-máquina de La Mettrie(5), o homem puramente orgânico(6) de Cabanis, aí estão como o eco de um desespero secular a clamar a eterna opressão da dignidade humana. As teorias que se multiplicam, fragorosamente, negando-lhe o substractum espiritual, tornaram-no uma dolorosa incompreensão.
O homem da natureza(7), que Rousseau forjara, na sua concepção absoluta da bondade humana, na plenitude de suas perfeições, é uma dolorosa visão diante das tendências inegáveis da própria criança, que um ilustre autor chamara de pequenas perversidades do anjo – “petites perversités de l’ange”.
O homem do progresso – termo necessário da marcha ascensional da natureza, que vai subindo de grau em grau, de perfeição em perfeição, na aquisição contínua de novas elevações, que Fourier preparara, como Spencer, transplantando a lei progressiva necessária do mundo material para o mundo humano, é uma negação da realidade que sentimos no profundo abismo de nós mesmos.
O homem da razão, da filosofia dos séculos XVIII e XIX, na posse perfeita de todas as qualidades necessárias ao seu próprio destino, sem o menor desequilíbrio na harmonia perfeita de todas as suas potências, sem necessitar de coisa alguma, porque todo ser traz consigo as qualidades próprias – confundindo a bondade metafísica ou ontológica com a bondade física e moral – é uma bela visão dos nossos anseios, mas contrastante com a eterna luta de que nos fala S. Paulo, na sua Epístola aos Romanos(8). Toda essa negação vai colocando o homem na categoria de simples autômato, de simples incapacidade diante da marcha surda dos fatos, sem força para interferir nessav luta cósmico-social que Marx criou, adaptando ao materialismo frio de Feuerbach a dinâmica de Hegel e fazendo de todo o amargurado drama da humanidade apenas um simplismo econômico, como o denominou Paul Gille(9). A essência da liberdade vai assim perdendo o seu sentido na agitação incolor da massa, onde somente há o homem-indivíduo e não o homem-pessoa. É por isso que nas civilizações de estruturação puramente material surge como única dominância o individualismo, e daí vem a negação do homem no seu verdadeiro valor.
Os dois cimos mais expressivos a esse respeito são Nietzsche e Marx. Ambos, aparentemente antagônicos, se identificam na gênese da sua concepção filosófica. Em Nietzsche, om homem se destrói sob a forma individualista; em Marx, sob a forma coletiva. Mas essa força negativa vem da mesma fonte: o aniquilamento da personalidade. Sentindo que o homem é humilhação e vergonha, Nietzsche dirige a marcha para o super-homem, mas para alcança-lo rompe com o humano, nega o valor da personalidade. Ele, como acentua Berfiaeff(10), prega a rudeza para com o homem, me nome de fins super-humanos, em nome de um futuro longínquo, em nome da sublimidade. Mas tudo isso processando a negação do homem real. Marx, considerando a individualidade humana um preconceito da filosofia burguesa, pretende esmaga-la sob o peso da coletividade. Na sua filosofia coletivista há também a destruição da realidade essencial, porque há negação absoluta da personalidade.
A concepção desse individualismo não se aproxima da concepção de Goethe e de Herder. No fundo, porém, toda a concepção do puro individualismo vai destruindo o próprio sentido real do homem. “Vendo nele o sinal do, precário e do relativo, Cohen e Husserl lutam contra o chamado antropologismo. Mesmo os chamados antropoteístas como Steiner, o sujeitam às forças de uma evolução cósmica”, destruindo assim a noção da sua liberdade.
O individualismo anula o complexo profundo do ser humano, enfraquecendo a sua força, cuja única energia é uma resultante inegável das bases espirituais da humanidade. E essa negação despolariza o homem, arranca-o do centro do seu próprio ser para o superficialismo, a periferia, onde ele se atomiza em fragmentos de incapacidade. A base  da liberdade do homem se firma na própria razão da sua personalidade. Fazê-lo um simples indivíduo é fraternizá-lo a tudo o que enche o mundo, mas sem a luz da consciência e a força admirável do espírito. E ele é livre porque é pessoa, disse Maritain. “Pois o indivíduo está fundado somente sobre os postulados da matéria, isto é, o princípio de individuação, exigindo que ocupe um lugar e tenha quantidade. De sorte que, enquanto indivíduos, não somos senão fragmentos de matéria, uma parte deste universo, distinta sem dúvida, mas uma parte, um ponto desse imenso reservatório de forças e influências, físicas e cósmicas, vegetativas e animais, étnicas, atávicas, hereditárias, econômicas e históricas, cujas leis suportamos”.
Mas a pessoa não se integraliza na marcha necessária do mundo material. É um mundo a parte. E se integra a si mesma, pela força da liberdade. Assegura-nos a filosofia cristã: “a pessoa é uma substância individual completa, de natureza intelectual e senhora de suas ações “sui juris” (está aqui a essência da Liberdade), autônoma no sentido autêntico da palavra. Assim o nome de pessoa é reservado às substâncias que possuem essa coisa divina, o espírito, e que, por isso, são em si mesmas um mundo superior a toda ordem dos corpos, um mundo espiritual e moral que, propriamente, não é uma parte deste universo, e cujo segredo é inviolável até ao olhar natural dos anjos; o nome de pessoa  é reservado às substâncias que, escolhendo seu fim, são capazes de determinar os meios, e introduzir no universo, por sua liberdade, séries de acontecimentos novos; às substância que, a seu modo, podem dizer: “Fiat”, e será feito. O que faz sua dignidade é a alma espiritual e imortal”(11). E é na alma que está a fonte da liberdade “ubi spiritus, ibi libertas”. Porque as faculdades sobre que repousam as raízes da liberdade são faculdades espirituais: inteligência e vontade, ou faculdade intelectiva e faculdade volitiva. A inteligência é o grande olhar puramente cognoscitivo. A admirável gênese do conhecimento, em todo o seu profundo mistério de espiritualização pelo Verbo mental, é o simples olhar, sem nenhuma determinação para o objeto. A vontade, que é a projeção pessoal do homem, é que o leva à aquisição do objeto ou à repulsa. – Ali, nesse  jogo da vontade, a força livre.
Não que nos inclinemos a esse primado da vontade que se afirmou na Filosofia germânica, nas doutrinas de Kant, Fichte e mesmo no pessimismo de Schopenhauer, em oposição ao otimismo ensolarado de Leibniz(12). Mas na ordem moral, a vontade é a afirmativa do homem, como o é da personalidade. A inteligência é a gloriosa vanguardeira da vontade. E na ordem da espiritualização ascendente é de maior nobreza. A grande função da inteligência é transformar o sensível, por uma quase criação, por meio do intelecto agente, numa imagem espiritual, que mais e mais se abstraia de tudo o que é sensível e material.
Nesse sentido espiritualizador do objeto que passa a viver na própria intelecção, a inteligência adquire uma elevação mais sublime que a vontade. Porque a vontade tende sempre para o bem, mas, no momento atual da volição, quase sempre realizado nesse objeto do mundo sensível, e leva na sua marcha toda a impulsionativa do apetite sensitivo.
Na inteligência há a aquisição e o trabalho sobre a razão inteligível do objeto, ao passo que a vontade é também sensivelmente solicitada. Mas há a antecedência intelectual, como no seio augusto da Trindade, o pensamento(13), ou o conhecimento essencial, substancial, a imagem consubstancial está no começo incompreensível da atividade de Deus que é eternamente ativo – “In principio erat Verbum”(14). Porque a vontade é faculdade cega. Não só na ordem do conhecimento especulativo, mas mesmo na ordem prática, a retidão da vontade depende da retidão cognitiva da inteligência.
Não se tratando, porém, das verdades universais que dirigem o agir, mas do reto uso da própria atividade, a vontade exerce o seu predomínio. O próprio santo Tomás, sendo intelectualista quando estuda a gnoseologia, afirma de um modo inegável o valor da vontade, quando se trata da ação. É, segundo o Doutor Angélico, a vontade que, por sua indiferença a respeito de todo o bem criado, pela sua liberdade, faz a elevação moral do homem. É daquela própria retidão que dirige o juízo prático, em cada caso particular, que depende a atividade prática. A inteligência mais voltada para o seu objeto próprio, que é o universal, pouco poderá julgar do particular, ou do bem particular, se não for fixada de certo modo pela vontade. Não é mais conformidade apenas com a coisa, mas com a retidão do apetite. “Na ordem do conhecimento do singular operável, a vontade predomina”(15). Só, por conseguinte, a concepção do homem-pessoa é que nos faz compreender o privilégio da liberdade, pois que três elementos constituem a personalidade: a substância, a liberdade e a inteligência(16). O homem, se souber querer, pode desempenhar um papel no mundo, ele é pessoa. Sua liberdade haure no conhecimento do bem universal uma indiferença dominadora a respeito de todos os bens particulares, domina todas as influências do mundo físico e se torna senhora dos seus atos, sui juris. “Essa independência da matéria na ordem do querer supõe uma independência da matéria na ordem do conhecimento, e esta última, por sua vez, supõe uma independência da matéria no próprio ser “operari sequitor esse”, está aí a verdadeira subsistência”.
Daí nos vem claramente o sentido de que o homem é livre, não porque a liberdade lhe resulte das agitações dos instintos, dos agrilhoamentos passionários, como expressão de uma marcha evolutiva e como um grito da própria matéria, mas porque ele traz consigo o espírito. Ou antes, a alma, a força vital de todo o seu ser, a forma subsistente do corpo.
Arrancar do homem o sentido espiritual é desencadear-lhe a tormenta dos instintos, é negar-lhe a elevação da própria liberdade. É fazê-lo o monstro da apatia que Obblomoff representa no célebre Romance de Gontcharoff(17). E mesmo nesse negativismo da atividade, quando se coloca o homem como um bloco que desce da montanha, não, por um auto-dinamismo, mas, pelo inclinado do plano e pela força do seu próprio peso, ele lança na solidão em que o enclausuram, esses gritos angustiosos que apelam para um sentido espiritual, que é a própria base do seu valor entitativo. É a dolorosa amargura que atassalha o homem em ruínas, a agonia que Kierkegard chamava – “a doença mental”.
É então que o admirável símbolo de Herman Hesse, citado por Peter Wust(18), aparece em toda a sua profunda verdade. Aí está o homem como a figura de um lobo na estepe, em caça irrequieta, lançando no vasto é gélido deserto da civilização os seus horripilantes uivos, famintos e sedentos de “eternidade”. Famintos de eternidade! Só na alma há esse anseio. A matéria foi feita para o tempo. Sua extensão finita não se quadra com a inextensão da eternidade. E é nessa alma que foge do tempo que está a liberdade que não se curva às necessidades da matéria.
Quando Longin(19) afirmara que o sublime não é um som da matéria, mas é o som de uma grande alma, talvez não se lembrasse que esse som – porque é sublime – é também a fagulha de uma grande luz fulgurando no íntimo de todo o homem. Que o faz distinto no seio do pélago da matéria, como a luz do farol no seio dos mares: - a liberdade!

MORAIS JUNIOR, Dom A. d’Almeida de. Filosofia da Liberdade (Ensaio). 2. ed.  Apresentação do Prof. Dr. L. Van Acker. Petrópolis: Vozes, 1947. Transcrição integral das págs. 7 e segs.

* ∑ - Guaratinguetá (SP). O Ilustre Dom Antônio de Almeida Morais Júnior, nasceu e faleceu em Guaratinguetá (1904 – 1984). Além de um dos mais destacados próceres do Integralismo, exerceu destacado papel na Igreja Católica, tendo sido sucessivamente Bispo de Montes Claros (MG), Arcebispo de Olinda e Recife (PE) e Arcebispo de Niterói (RJ). Orador Sacro dos mais renomados, também era um brilhante Escritor deixando diversas Obras sobre Filosofia e Teologia. Após o falecimento de Plínio Salgado, em fins de 1975, atendendo uma solicitação do nosso Chefe Nacional, preparou-se para assumir a Direção Nacional do Movimento Integralista, inclusive, resignando à Arquidiocese de Niterói. Lembro-me da Comissão que foi em Palácio, liderada pelo saudoso Companheiro Jáder Araújo de Medeiros, representando aos Integralistas de todo o Brasil, saudando-o e reconhecendo seu comando sobre os Camisas Verdes. Mas, infelizmente, Dom Antônio foi acometido de súbita moléstia, que o debilitou fisicamente, impedindo-o de desempenhar tal missão. Retornou à sua terra natal, no interior de São Paulo, para viver com a sua Família, mas, mesmo adoentado, liderou uma campanha e construiu em Guaratinguetá o Hospital Frei Galvão. Transferido para a Milícia do Além, em 12 de Novembro de 1984, certamente está lado a lado com o Chefe, velando pelo futuro do Povo Brasileiro.
Ao Companheiro Dom Antônio de Almeida Morais Júnior, três Anauês!
ANAUÊ! ANAUÊ! ANAUÊ!


Notas:
1 Büchner, L’hommem selon la Science, pág. 169.
2 Reusch, La Bible et la nature.
3 The descente of man.
4 B6uchner, Force et matière.
5 La Mettrie, Homme-machine, Demonstrations Evangéliques, vol. XII, p. 927.
6 Cabanis, Rapports du moral et du physique de l’homme, tom. I, pág. 152.
7 Besson, De la notion de l’homme, 1ª Conf.
8 S. Paulo, Romanos, VII, XV.
9 Paul Gille, Esquisse d’une Philosophie de la dignité humanine.
10 Berdiaeff, La nueva Edad Media, pág. 40.
11 Maritain, Trois Réformateurs, págs. 27n e 28.
12 Lahr, Elementos de Filosofia.
13 Bougaud, Le christianisme, etc. – Tome III.
14 S. João cap. I, 1.
15 Maritain, Trois Réformateurs, pág. 59.
16 Idem.
17 Berdiaeff, Le Christianismo et l’activité de l’homme.
18 Wust, A crise do homem no ocidente.
19 Lacordaire, Conférences – De la religion comme vertu et passion de l’humanité.

sábado, dezembro 10, 2011

Quarto Congresso Nacional do Integralismo

Cartaz de Divulgação


As inscrições para o IV Congresso Nacional já estão abertas, para participar do evento realize sua inscrição através do formulário disponível no link abaixo:

http://bit.ly/vuDll2

Participem!

Pelo Bem do Brasil!
Anauê!

segunda-feira, novembro 21, 2011

Algumas Frases do Chefe

"Vale a pena chamar muitos, ser atendido por poucos, ver alguns desertarem, assistir a destruição de tudo o que fizemos e recomeçar de novo, e mil vezes repetir com tenacidade, cada vez mais inquebrantável."

"...Contra a desagregação do Brasil e contra o bolchevismo escravizador, não estaremos, porém, sozinhos. O espírito imortal da Unidade da Pátria tem sua chama votiva em cada quartel e em cada navio de guerra do Brasil, essa chama nunca se apagou, desde o grito do Ipiranga, e não se apagará mesmo nas horas em que as paixões políticas determinarem o eclipse de todas as luzes do entendimento nos homens de responsabilidade pública do País..." 

" Brasileiros! Um dia a História vai nos julgar. Eu estou tranqüilo com a minha consciência porque tenho cumprido o meu dever. Vim ao mundo para assistir a este quadro do meu Brasil, e não fiquei indiferente. Tomei o partido da Pátria e de Deus. Eu Estou tranqüilo."

“...Sejam estas palavras a minha suprema homenagem, no centenário da Batalha do Riachuelo, às Três Forças Armadas do Brasil, e, no particular, à nossa Marinha de Guerra, para que, gritando "Sentinela, alerta!" cada brasileiro, em cada rincão de nossa Pátria, se sinta, pela defesa da LIBERDADE, da DEMOCRACIA, da SOBERANIA, da HONRA e da DIGNIDADE do BRASIL, tenha a responsabilidade de responder: 
"Alerta estou!" 

domingo, maio 22, 2011

O terrorismo acabou

Os Companheiros Carlos Eduardo, Lucas Carvalho e Luiz Alonso, respectivamente, Vice-Presidente Municipal da FIB-Rio, Diretor Administrativo Nacional e Vice-Presidente Nacional da FIB, em frente ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro durante Ato contra o PLC 122.

Carlos Eduardo Fernandes Teixeira*

Vi hoje pela televisão milhares de pessoas comemorando a morte do Bin Laden. Que maravilha. Demos um salto de qualidade em nossas vidas. Os males do mundo hão de sucumbir agora que o demônio se foi. Basta que haja TV onde há fome e esta não mais existirá. Tomara que exista TV onde há opressão. A democracia demolirá este mal. Avisem aos europeus que se todos ligarem na CNN verão que seus governos não faliram. Os estados norte-americanos poderão parar de cortar benefícios de seu funcionalismo. Até o aquecimento global agora já era. Verdes arrumem um emprego.


Pena que o mundo não é a TV. Eu iria adorar ter um final feliz. É muito difícil matar um leão todo dia para poder dar uma educação melhor às minhas filhas.


Será realmente que os problemas dos nossos irmãos do norte acabaram? Ou será que pioraram? Pode ser que haja divergência dentro da cadeia de comando acarretando um desmembramento da Al Qaeda em centenas de organizações menores. Cada uma com seu líder e tendo cada liderança sua livre interpretação dos fatos podendo chegar inclusive a conclusão de que seu chefe anterior era um moderado.


Será que estes novos líderes respeitarão fronteiras que não são as dos seus inimigos declarados? Poderemos esperar aqui uma nova Munique 1972?


Eu tomo como exemplo a evolução do CV (Comando Vermelho). Seus líderes atuais não governam como os antigos. Estes respeitavam a comunidade, o trabalhador. Zelavam pelos mesmos para poder ter abrigo e conseguiam ter certo apoio deles. Os novos não fazem isso. Governam pelo terror. Impõem o medo às comunidades. Será esta a evolução dos grupos terroristas? Seguirão as políticas antigas ou tentarão novas formas de coação?


Não quero meu país sacudido por homens-bomba ou carros-bomba. Já temos dezenas de problemas a resolver. Não posso resolver problemas que não eram meus até ontem. Nunca tive mentalidade imperialista. Nunca lucramos nada com isso até por que somos colônia também.


Deus queira que eles não comecem um Jihad mundial caçando americanos indiscriminadamente por aí.


Uma colocação sobre as ponderações do nosso Ministro das Relações Exteriores, senhor Antonio Patriota, sobre o episódio. Este senhor é patriota de que pátria? Nunca pensei que teria saudades de Celso Amorim.

(Publicado originalmente em 02 de Maio de 2011)

* ∑ . Vice-Presidente do Núcleo Municipal Integralista do Rio de Janeiro (FIB-Rio).

domingo, maio 01, 2011

Novo atentado à liberdade: o Politicamente Correto

J. F.  Neules*

Chegou de mansinho, todo maciez e boas intenções, parecendo não querer incomodar ninguém. Começou há mais ou menos 30 anos com uma ideia até simpática, a de combater esse vício feio e anti-higiênico que é o tabagismo. Parecia então uma iniciativa perfeitamente válida. Falamos do “politicamente correto” (p.c.), que de alguns anos para cá vem mostrando toda a sua cara. E é uma cara muito feia.

Efetivamente, esta nova mania aparecida no último quartel do infausto século XX está atingido agora seu paroxismo ao atacar as liberdades mais elementares do ser humano, na medida em que costumes e procedimentos perfeitamente inocentes e necessários – até mesmo essenciais – passam a ser pura e simplesmente negados às pessoas.

Assim vemos com assombro como medicamentos essenciais à saúde passam a ser redondamente proibidos sob o pretexto de conter ingredientes nocivos. Dois exemplos entre tantos: o éter, um valioso antisséptico; e o ópio canforado. Este era largamente usado na forma de um medicamento antigo, semiartesanal chamado “Elixir paregórico”, excelente para males intestinais: seu ingrediente básico era o ópio canforado, que em doses ínfimas acalmava os movimentos peristálticos e curava as diarreias dolorosas devidas a males superficiais como indigestões. E agora eis que ambos, éter e ópio canforado têm sua venda ao público absolutamente vetada.

Enquanto9 isso os refinadores de cocaína da Colômbia e da Bolívia têm à disposição quantos hectolitros de éter necessitam para seu mister maldito; e os traficantes fornecem em qualquer “boca” não apenas maconha, cocaína e crack, mas também ópio em bruto em qualquer quantidade que o viciado quiser ou puder pagar. Para não falar em seus concentrados muito mais mortais, a morfina e a heroína.

E alguém duvida de que este é exatamente o objetivo almejado pelos inventores do “p.c.”?

O “politicamente correto” está se tornando algo mais radical e inumano que as patrulhas do “Big Brother” do famoso romance “1984” de Orwell, pois atinge direitos elementares que o ser humano teve associados a sua dignidade intrínseca  desde sempre e que agora lhe são negados com base em sofismas tão irracionais quanto ofensivos. Cabe citar aqui também as “ONGs” ambientalistas que em nosso Brasil impedem há mais de duas décadas e meia a construção de hidrelétricas essenciais ao p0rogresso nacional sob o pretexto vil de que poderiam “atracar o habitat de animais em perigo de extinção”. Sendo que são elas mesmas – as ONGs subordinadas a Washington e Londres, isto é à City e a Wall Street – que elaboram os relatórios que referem os tais “perigos de extinção”. E assim por diante. Com isso nosso País vai dependendo cada vez mais de usinas termelétricas que – por requinte de ironia – além de muito mais caras são altamente poluidoras.

O assunto tem desdobramentos infinitos, sendo que cada leitor pode observar a seu redor outros exemplos de ataques do “p.c.” às liberdades elementares. E o objetivo desta ofensiva contra a civilização já é evidente: retirar ao homem sua dignidade intrínseca de racional, de Rei da Criação. Animalizá-lo para melhor o escravizar ao cetro de ferro dos “Donos do Mundo”.

* ∑. São Paulo (S.P.). Jornalista.