domingo, abril 10, 2011

A Democracia Integral


Marcelo de Albuquerque Magalhães*


Com a nossa Independência (1822) ganhamos o reconhecimento de povo livre, porém, após esse fato, a Nação passa a ser submetida aos desmandos dos partidos políticos, órgãos alheios aos interesses nacionais e que tem as suas ordens nas “ligas”, clubes e comitês de notáveis. Essa situação piorou com a Proclamação da República (1889), onde os partidos políticos cresceram de forma assustadora e desordenada. Hoje, vemos que fragmentam a Nação. Isto, fruto de interesses de pessoas e grupos. Por medo, os brasileiros caem nas armadilhas da liberal-democracia onde se vota em pessoas sem qualificação para o exercício da representatividade.

Os partidos políticos brasileiros são grupos de alta rotatividade e que se ajuntam pelo bel prazer de alguns caudilhos, seus membros não possuem qualquer responsabilidade para com seus eleitores, pois eles não se submetem a nenhum compromisso moral ou doutrinário. Partido no Brasil, não precisa ter coerência, um dia choca a Nação com revelações sobre o Partido adversário e já no outro, se vê em aliança com o inimigo de ontem. Os partidos “partem” a nossa Nação, deixando-a totalmente sem rumo, confundem a população numa eterna “guerrilha” psicológica onde algum candidato combatido hoje, se torne um “braço direito” amanhã, constituindo assim a balbúrdia que rege o Brasil nos dias atuais. A representação não obedece nenhum critério, os laços do candidato, podem ser tão elásticos como a imaginação de seus propagandistas, obedecendo ao clamor do momento e direcionando às reinvindicações para os mais diversos setores da vida da Pátria. O povo, neste contexto, é representado por todos e por ninguém. Por todos, na hora de se pedir o voto e por ninguém, na hora de clamar pela sua representação. Como não existe um sistema de pleito bem definido, algum artifício que regule essa representação, o candidato pode atribuir os seus votos a quem quer que seja e sempre se esquivar das reinvindicações de seus eleitores.

Prova-se então a ilegitimidade dos partidos no Brasil, sempre indiferentes aos auspícios de nosso povo. Os partidos atuais são ineficazes e desfibrados, totalmente desprovidos de coerência doutrinária. Nenhum partido político brasileiro possui doutrina coesa, são partidos no jogo da politicagem que se chama eleições, através do voto direto (sufrágio universal).

Somente as corporações integralistas podem substituir com sucesso os atuais partidos políticos. Só assim poderá haver representação com compromisso e seriedade. Ultrapassando os limites do indivíduo que só é requisitado de quatro em quatro anos, esse cidadão ficará bem mais atento no que concerne a sua representação, pois essa afetará a ele e a sua comunidade de uma maneira bem mais objetiva. Acabando, desde já, com a indiferença manifestada no comércio de votos. É de vital importância notarmos que o germe da prática corporativa já existe em quase todos os campos de nossa sociedade, grande parte da Nação nunca deixou de se agrupar dessa forma. É só ver os magistrados, professores universitários, metalúrgicos, militares, bancários, etc.

Enfim, resumidamente, a única doutrina dos partidos é a de quem está no poder ou então como alcança-lo, ou seja, é a ânsia de poder sem ter autoridade para governar, criando assim abutres que vivem na máquina politiqueira brasileira.

Quanto as corporações integralistas, não devemos confundi-las com as antigas corporações europeias medievais e muito menos com o Corporativismo Fascista, pois estas possuem a ideia antidemocrática e antipopular de poder, onde o Povo era mero espectador manipulado pelos ricos e pelos poderosos. A diferença crucial é que o Corporativismo Integralista é movido pelos seus sindicatos formados pelo povo trabalhador que escolhe seus representantes na Câmara Corporativa, entendendo-se assim que funcionamos de baixo para cima na pirâmide social. O povo escolhe por quem quer ser governado através de seus representantes de classe trabalhista.

O momento é este! A hora é agora! O Brasil pede que o Corporativismo Integralista semeie-se já! Com muita luta e afinco conseguiremos mobilizar os brasileiros para esta causa; com a ajuda e compreensão de nosso Povo, isto será eterna realidade!

Partido Político – fator de desunião e entreguismo Nacional.

Corporações Integralistas – fator de integração e união Nacional!

BRASIL ACIMA DE TUDO!

(Transcrito de “Alerta”, Nº 47 – Maio de 2000 – págs. 1 e 4)

*∑ - São Paulo (SP).

Um comentário:

Everardo disse...

Percebe-se um grande esforco em diferenciar o integralismo do nazismo. As "externalidades" revelam a identidade. Mas, os fundamentos filosoficos sao rigorosamente os mesmos.