Mostrando postagens com marcador Plínio Salgado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Plínio Salgado. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, maio 27, 2022

JORNAIS SEM PROBIDADE (Editorial de A Offensiva)

 JORNAIS SEM PROBIDADE*

A indústria do “canard” usada como arma de combate.

Os “Diários Associados” e seus métodos reprováveis

Criticando um ato do governo da Bahia, referente à suspensão do pagamento da dívida externa, manifestou esta folha sua desaprovação a tal medida. E fê-lo dentro de um dos mais comezinhos princípios básicos do Integralismo, qual é o da absoluta uniformidade de atitudes dentro do plano nacional. A nação inteira está farta de saber qual o ponto de vista do Integralismo em relação ao nosso serviço de dívida externa. Todos sabem que faremos a necessária revisão desse serviço, e em hipóteses alguma deixaremos de saldar o que, após rigoroso e sereno exame, representar nosso débito real, puro e simples. Isso, porém, só se pode compreender, embricado no corpo de um sistema, obedecendo a um plano nacional, a que todos os serviços estaduais deverão harmonicamente subordinar-se. E não foi isso o que se passou no caso da Bahia; mas ao contrário; em pleno vigor do esquema Oswaldo Aranha, plano financeiro que tem como centro de gravidade o governo da União, um Estado singularmente isolado, foge à norma geral em vigor, e, desrespeitando ostensivamente o critério da Unição, toma uma atitude em inteiro desacordo com aquela que vem sendo assumida pelo governo Central.

Acresce, ainda, a tudo isso, a circunstância de que tal medida assecuratória do direito do Brasil, contra a cupidez dos banqueiros sem pátria, não deve deixar sem garantias os portadores de títulos nossos, que afinal nenhuma culpa tiveram de se tornarem seus possuidores, pois se o fizeram foi por lhes ter sido proclamada a seriedade do emissor.

O Estado Integral estudará os meios de extirpar o cancro do intermediário, e de vincular os direitos de tais portadores diretamente ao seu  acervo de obrigações; e isso não se pode obter sem um aparelhamento financeiro adequado.

E foi sob essa nota de A OFFENSIVA que os “Diários Associados” ensaiaram um dos seus habituais escândalos, reveladores de uma certa apertura na gerência, e de incrível desembaraço das leis e normas que fazem a ética mais elementar da imprensa de responsabilidade.

Se os dirigentes de tais diários julgam conhecer a psicologia do público, e creem que destarte podem, à vontade, jogar com ela, não se devem esquecer, como bons psicólogos de que esse público já os conhece de sobra, e começa já a identificar com eles os seus novos processos jornalísticos.

Culminando (ou melhor, prosseguindo, porque é difícil saber-se a que culminâncias irá o inescrúpulo de tal gente), prosseguindo na sua campanha de mentiras contra o Integralismo o “Diário da Noite” anuncia uma crise no Integralismo, porque o sr. Souza Dantas emitiu sua opinião pessoal sobre o caso. Pobres homens, os que pensam dividir os camisas verdes com manchetes espetaculares...

Em tal “palpite”, como lhe chama o próprio sr Souza Dantas, é difícil saber-se onde acaba a má fé e onde começa a candura, pois todo ele é de uma mediocridade comovedora e, até certo ponto, destoante da capacidade técnica que os Diários Associados têm revelado na indústria da mistificação. Tanto que soube do “palpite” o sr. Souza Dantas correu à redação e escreveu as linhas que abaixo publicamos.]

Tudo isso é, como se vê, profundamente desolador. Não pretendemos, de resto, fazer polêmica com tal imprensa. Não podemos estar daqui a perder tempo com jornais que desconhecem rudimentos de ética, e que possuem uma filosofia toda especial que os tranquiliza a eles, e que a nós outros, causa simplesmente nojo, repugnância e tristeza.

DECLARAÇÃO DO SR. SOUZA DANTAS

Sr. redator.

Lendo o “Diário da Noite” de ontem, extraí os títulos e subtítulos com que aquele jornal apresentou ao público algumas declarações minhas, a respeito da suspensão de pagamento por parte do governo da Bahia.

Seria estranhável, efetivamente, que a simples manifestação de uma opinião que em nada colide com a diretriz da ação Integralista, recentemente traçada no manifesto publicado pelo Chefe Nacional, sr. Plínio Salgado, pudesse servir de motivo ou pretexto à irrupção de uma crise, no Integralismo.

Não há, nem haverá, por minha causa, crise alguma, visto como não há discordâncias doutrinárias que pudessem justificá-la.

Entendo que A OFFENSIVA não foi nem poderia ir de encontro à orientação traçada no manifesto, com a qual estou de pleníssimo acordo. O que A OFFENSIVA vem criticando é a “forma”, não a substância do ato do governo baiano. O que ele estranha e censura não é a resolução de suspender pagamentos, e sim as circunstâncias isoladas que cercaram essa resolução. A singularidade desse procedimento, excepcional dentro do “esquema” Oswaldo Aranha, é que  A OFFENSIVA quer apontar como danosa à orientação e ação do governo federal.

Como se vê, não há qualquer motivo para crises, pelo que lhe peço o obséquio de desautorizar categoricamente semelhante “palpite”.



* Editorial transcrito do jornal A OFFENSIVA, Rio de Janeiro, 04 de Fevereiro de 1936, págs. 1 e 8, graças à generosa cooperação do Pesquisador Matheus Batista que nos deu acesso ao recorte pertencente a sua riquíssima hemeroteca. Para compreender a importância histórica do editorial deve se ler também o seguinte: O Problema das Dívidas Externas


quarta-feira, setembro 18, 2019

CONFUSIONISTAS

Ubiratan Pimentel da Silva*

Na atualidade, a Doutrina do Integralismo sofre a avalanche dos pseudo-Integralistas; dos desinformados que acham que conhecem ou que são Integralistas. Estes tipos gostam de confundir o Integralismo com idéias e movimentos que em nada tem a ver com a “Palavra Autorizada do Chefe Nacional”.  Confundem Integralismo com Skinheads; com a tal da Terceira Posição; com os discursos do Enéias; e outros com as diversas religiões, como se o Integralismo fosse confessional em alguma delas. Os Integralistas da “Velha Guarda” os chamariam de Confusionistas. Este Confusionismo cria, realmente, um “jogo de xadrez” no meio Integralista.

Todo aquele que quiser pertencer aos quadros das Milícias dos Camisas Verdes e, também, das Blusas Verdes, têm, antes que fazer o que fez São Francisco de Assis: Ficar nu e mergulhar de corpo e alma na “Idéia Nova”. Mas, o que significa, para a Doutrina do Integralismo, ficar nu? Significa se livrar da roupagem das “idéias mortas” e do “ranço de visões políticas deturpadas”.  É o que nós Integralistas chamamos de “Revolução Interior”. Mas, para se chegar à este patamar da abertura da mente, temos que conhecer e refletir com o devido despreendimento dos “ranços”, já mencionados, a “Palavra Autorizada de Plínio Salgado”

Um Vibrante Aná-uê!


* Σ – Nova Friburgo (RJ). Historiador. Presidente Nacional do Partido Integralista – PI (em organização).

domingo, julho 23, 2017

Brevíssimas considerações sobre Plínio Salgado e o Catolicismo

O nome do insigne Pe. Leonel Franca inscrito em Monumento Integralista no Rio de Janeiro.

Victor Emanuel Vilela Barbuy

Plínio Salgado jamais foi sincretista e panteísta (o que vale para os demais líderes integralistas) e qualquer um que leia sua obra religiosa percebe isso. Aliás, lembro que Plínio Salgado teve sua obra elogiada por grandes príncipes da Igreja e pensadores tomistas da mais alta envergadura e que conheciam profundamente sua obra e seu pensamento. Nenhum movimento cívico-político recebeu tantos elogios de grandes autoridades da Igreja quanto o Integralismo. Assim como lembro que tanto Pio XI quanto Pio XII defenderam a união, no campo político, de católicos e não católicos. Recomendo a leitura das obras “O Integralismo perante a Nação”, de Plínio Salgado, e “Solidarismo e os sistemas fascistas”, de Padre Everardo Guilherme, que trazem inúmeras opiniões favoráveis ao Integralismo de algumas das mais eminentes autoridades católicas d’aquém e d’além mar: Quase todos os bispos e arcebispos do Brasil dos anos 1930, bem como diversos grandes bispos, arcebispos e cardeais europeus e pensadores católicos elogiaram largamente o Integralismo e Plínio Salgado e muitas vezes também recomendaram aos católicos que se filiassem à Ação Integralista Brasileira. A própria revista “La Civiltà Cattolica” e o jornal “Osservatore Romano” publicaram artigos altamente elogiosos a Plínio Salgado e o Integralismo.

Plínio Salgado foi escolhido por príncipes da Igreja de ortodoxia inegável para representar o laicato católico brasileira nas Conversações Católicas de San Sebastián, onde se destacou na defesa da Fé Católica e se tornou amigo do então Pe. Lefebvre, a quem citou mais de uma vez na obra “Direitos e deveres do homem”.

Recomendo o ensaio “Plínio Salgado na Tradição do Brasil”, do grande pensador católico e tomista espanhol Francisco Elías de Tejada: http://www.integralismo.org.br/?cont=912&ox=10

Ressalto que o Integralismo brasileiro é um só e que nada tem de sincretista, pagão e naturalista, e que Plínio Salgado e o Integralismo sempre colocaram a Fé acima da Economia e da Política, tendo Plínio criado o lema “Primeiro, Cristo!”, título, aliás, dum de seus mais importantes livros católicos. E ressalto, ainda, que a posição de Plínio Salgado em relação à União entre a Igreja e o Estado e a liberdade religiosa, que consta da obra “Direitos e deveres do Homem”, se fundamenta na Encíclica “Libertas”, de Leão XIII, e lembro que a editora integralista “Panorama” publicou o “Syllabus” e Plínio Salgado proclamou, em seu excelente prefácio à obra “Pio IX e seu tempo”, de Villefranche, a sua total adesão ao “Syllabus”.

Não há afirmação de politeísmo algum no “A Quarta Humanidade”, que fala apenas do politeísmo, e ressalto que no prefácio de “A Quarta Humanidade” afirma a Fé Cristã, entendida como católica. A tese central de “A Quarta Humanidade” é a mesma da obra “A crise do Mundo Moderno”, do Pe. Leonel Franca. O Estado Integral, nas palavras de Plínio Salgado, “vem de Cristo, inspira-se em Cristo, age por Cristo e vai para Cristo”, obedecendo aos preceitos de Sua Lei, chamada Lei Divina por Santo Tomás de Aquino, assim como aos preceitos da Lei Natural, também denominada Lei Moral.

Plínio Salgado, bem como outros líderes integralistas, deixaram claro, em diversos momentos, que a única Religião Verdadeira é o Catolicismo. Qualquer pessoa sã vê em seus escritos que o Deus dele é o Deus Uno e Trino do Catolicismo.

Por fim, lembro que, na Encíclica “Caritate Christi Compulsi”, Pio XI pregou a união, no campo político, de todos os que creem em Deus, independentemente da religião, e que Action Française, largamente admirada por D. Marcel Lefebvre jamais foi um movimento confessional e, diversamente do Integralismo, cujos mais importantes líderes eram católicos, seus líderes principais eram abertamente agnósticos.

domingo, junho 25, 2017

Integralismo e Catolicismo - Alguns Documentos

Marcelo Albuquerque Magalhães*

IGREJA CATÓLICA E O INTEGRALISMO (Década de 30)

Falam ilustres arcebispos do Brasil sobre o movimento integralista e a pessoa de Plínio Salgado:

São conhecidas as nossas simpatias para com a doutrina integralista, em que nada vemos que possa impedir a um católico de abraçá-la. E a este propósito, folgamos de ver semelhante conceito confirmado em recente livro, aprovado por autoridade eclesiástica qual é o Ciência e Religião, fato significativo sob vários aspectos e maximé por se tratar de manual apologético destinado a Seminários e Escolas. Francisco, Arcebispo Metropolitano de Cuiabá.

Quanto nos permitiu um exame atento sobre o assunto, é nossa convicção nada haver no Integralismo que colida pelo menos com a doutrina da Igreja Católica. Joaquim, Arcebispo Metropolitano de Florianópolis.

Os católicos tem ampla liberdade de abraçar o Integralismo. Não vejo incompatibilidade entre a doutrina integralista e a moral católica. Formo o melhor conceito do Chefe Nacional, Plínio Salgado, julgando-o um católico verdadeiro, e um patriota sincero. Carlos, Arcebispo Metropolitano do Maranhão. (posteriormente, Cardeal Arcebispo de São Paulo e de Aparecida).

Plínio Salgado, patriota, sem jaça, que, almejando a máxima felicidade nacional em todos os seus departamentos administrativos, levanta do extremo norte ao sul o lábaro da sagrada trilogia Deus, Pátria e Família, única que bem e sinceramente praticada, salvará a Terra de Santa Cruz, espiritual e temporalmente. Octaviano, Arcebispo de Campos.

O ideal Integralista, segundo penso, está de modo a captar todas simpatias das almas vibrantes de fé patriótica, já é possuidor de alta cultura cívica e religiosa nos seus grandes homens que são credores de ótimos serviços prestados à Pátria e à Igreja. Merecem, portanto, as bençãos do Senhor e do Brasil católico. Invocamos para eles essas preciosas Graças. Antônio, Arcebispo – Bispo de Jaboticabal.

O Integralismo merece toda a simpatia do clero. Manuel, Arcebispo Metropolitano de Fortaleza.

No momento gravíssimo que atravessamos, o Integralismo é uma força viva em defesa dos fundamentos morais da Pátria Brasileira. Francisco, Bispo de Campinas.

Com agrado tive a notícia da Páscoa dos Integralistas, tendo à frente o Chefe Nacional. É de máxima relevância este fato. Hermeto, Bispo de Uruguaiana.

Basta saber ler para verificar a superioridade de orientação do Integralismo em face dos graves problemas da vida, comparados com os partidos da Liberal Democracia. Quem, chefiando um movimento nos moldes do Integralismo fala e escreve com o desassombro, a energia e a franqueza com que fala e escreve o Sr. Plínio Salgado, tem o direito a ser crido com respeito. José, Bispo de Bragança.

Aconselhamos aos bons católicos e ao Clero que prestigiem o Integralismo, único meio de ação, atualmente, capaz de impedir a derrocada tremenda que ameaça a religião e a Pátria. Cada dia nos convencemos mais de que a atuação do Governo Central da República em relação ao na Capital Federal se expande sem a menor coação, é uma manifestação patente e indiscutível da Providência Divina, inspiradora desse meio poderoso e eficaz da salvação do País. Se, pois, no Integralismo temos uma escola de patriotismo são e uma ideologia muito aproximada da Doutrina Católica, prestigiá-lo será fazer da nossa parte para que Deus nos ajude, sobretudo na hora incerta e perigosa que vivemos. Manuel, Bispo de Aterrado.

Assim como o governo da República permite a livre propaganda do Integralismo, a Igreja também recebe em seu seio, como filhos benvindos, os Camisas Verdes que se recolhem em seu recesso para implorar as bençãos do Senhor para a obra grandiosa que estão realizando. José, Bispo de Niterói.

Manifesto a minha satisfação por tão franca orientação do Integralismo, cujos chefes se aproximando da Mesa Eucarística na celebração da Páscoa, deram um belo exemplo de Fé. Ranulfo, bispo de Guaxupé.

O Integralismo, fiel ao seu lema, '”Deus, Pátria e Família” merece meus aplausos, principalmente nos tempos que correm. Antonio, Bispo de Assis.

Sendo o Integralismo um partido político perfeitamente legal e sendo o programa de acordo com a doutrina católica e por isso mesmo diametralmente oposto às ideologias nefastas do comunismo, ele merece todos os meus aplausos, sobretudo no momento atual. Fernando, Bipo de Jacarezinho.

Plínio Salgado é espírito inteligente e culto, orientado por sólidos princípios católicos e em cujas atividades transparece a profunda e segura visão de sábio sociólogo e sincero patriota, desejoso de bem servir à Causa de Deus, da Pátria e da Família, trilogia base insubstituível de todo o sistema que não se nutre de utopias, nem transige com ambições de interesse pessoal. Luís, Bispo de Uberaba.

Li o livro “Porque é que sou Integralista”, que é ao mesmo tempo um libelo e um programa, uma profissão de fé e nacionalismo, desse nacionalismo sadio e construtor, robusto e cristão, do qual tanto carecemos na hora presente. Henrique, Bispo de Cafelândia.

Os nossos parabéns, a nossa palavra de conforto e as nossas bençãos para esses bons brasileiros que, como soldados de Cristo e sob a proteção de Maria Santíssima, gloriosa padroeira do Brasil, sustentam a luta pela Família e pela Pátria contra o tenebroso e cruel comunismo, cheios de entusiasmo e prontos para todos os sacríficos. Avante, Amigos, com fé em Deus. Avante, Deus o quer! Deus está conosco. Eduardo, Bispo de Ilhéus.

Li a entrevista sobre o Integralismo , concedida à “Ação”, jornal diário de São Paulo, por S. Excia. o Revmo. Sr. Dom José Maurício da Rocha, refulgente figura do Episcopado, cuja pena tem sempre brilhado na defesa de nobres ideias. Basta provir, portanto, dessa inteligência lúcida de um dos mais conspícuos representantes do Episcopado Nacional para que tenha em mim, um valor real e estimativo muitíssimo importante. Adalberto, Bispo de Pesqueira.

Felicito os Integralistas pelo belo exemplo de disciplina e de fé que acabem de dar a todo o Brasil, cumprindo tão altaneiramente e sem peia de respeito humano o dever da Páscoa . Deus abençoará aqueles que observam suas leis.  Vicente, Bispo de Corumbá.

"Deus, Pátria e Família", nobre divisa do Integralismo, como de todo o homem que raciocina cristãmente. Família formada nos grandes ideais cristãos, fundada sobre o santo temor de Deus e compenetrada do seu santo dever para com Deus, eis o novo porvir de uma Pátria grandiosa. Inocencio, Bispo de Campanha.
“Jornal do Brasil”, 11 de novembro de 1937.

Conversações de San Sebastian (1948)

1948 — Plínio Salgado é convidado a comparecer às Conversações Católicas Internacionais, realizadas em San Sebastian, na Espanha, diretamente pelo Arcebispo de Santiago de Compostela, D. Bellester Nietto, para colaborar na redação de uma “Carta dos Direitos e Deveres do Homem”, tendo a sua orientação sido a vencedora, e o primeiro artigo ficado assim redigido: “O Homem é um ser feito a imagem e semelhança de Deus, seu criador, possuindo uma alma imortal, dotada de inteligência e de vontade livre. Ele deve encontrar na sociedade civil os meios de cumprir seus deveres e exercer seus direitos correlativos, conforme as finalidades da sua natureza e sua vocação divina”.

1948 — Direitos e deveres do homem (trabalho apresentado nas Conversações Católicas de San Sebastian, Espanha), Livraria Clássica Brasileira, Rio de Janeiro, 1949. (3ª ed., Editora das Américas, São Paulo, 1956. Obras Completas de Plínio Salgado, vol. V)


Plínio Salgado com SÃO JOÃO XXIII (1962)

Coloquei em letras garrafais SÃO JOÃO XXIII só para irritar vocês sedevacantistas ou criptosedevacantistas e supostos tradicionalistas e apologetas de facebook, vaidosos, pretenciosos, e que faltam com a caridade. Travestem-se de tradicionalistas aos domingos e adoram contendas, picuinhas, etc. Se acham os donos da verdade e sempre acham a Igreja pós conciliar errada, mas, não vão à rua evangelizar. Ficam só no whatsapp e facebook criando contendas desnecessárias.


*S. Historiador. São Paulo (SP)

segunda-feira, maio 25, 2015

O Integralismo Brasileiro de Plínio Salgado

Aurélio Rezende

O Integralismo Brasileiro de Plínio Salgado - o mais Moderno e Completo Movimento Político Mundial. Democracia Orgânica, da Nação Integral Viva e Legitimamente Representada. Estado Sempre Atualizado. Plínio Salgado sugere um Estado Revolucionário de Verdade, que será a Ordenação Jurídica da Nação Harmoniosamente Organizada, Cristã, Consciente e Atuante. Realidade Participante e Responsável; justamente ao contrário de um Estado Evolucionário e de um Estado Reacionário, aburguesados, parciais, injustos e inertes.

"Por um Brasil genuíno sempre esclarecido e unificado, realista, em ordem compreendida e aceita livremente (nunca imposta) - os problemas básicos nacionais, competente e realisticamente analisados, deverão ser solucionados integralmente numa correlação fenomênica. Os Técnicos e os Políticos têm o grave dever de se entenderem para o estudo e a solução conjunta e harmoniosa (global) desses problemas nacionais, com a participação livre e responsável dos legítimos e conscientizados representantes dos diferentes grupos profissionais e culturais da Nação"... Mais ou menos assim nos dizia o filósofo Plínio Salgado.

O portentoso  Plínio Salgado foi, na minha opinião, o Maior Filósofo Finalista deste Século XX. Tendo ele estudado inteligentemente todas as filosofias dos séculos anteriores, particularmente as do Século XIX, analisando-as criteriosamente, como filósofo genuíno apresentou bela síntese das verdades filosóficas finalistas. Convencer-se-á disso quem ler seus escritos citados a seguir: "Quarta Humanidade" (contendo conferências proferidas à universidade de S. Paulo, Pernambuco e outros) - 1931; "Manifesto de Outubro" - 1932; "Psicologia da Revolução", para intelectuais, 1933; "Carta de Natal" - 1935; " Conceito Cristão de Democracia" - 1945; "Compêndio de Instrução Moral e Cívica", já com 5 edições brasileiras. "O Estrangeiro", inspirado na realidade sócio-econômica paulista de 1924 e publicado em 1926.

O Integralismo Brasileiro difere, para melhor, de todas as Organizações Políticas deste Século e dos anteriores. É Doutrina Temporal para homens livres, espiritualistas, conscientes e responsáveis. É esclarecedor, conciliador, dinâmico, grupalista, e demonstra que o cidadão, para seu próprio bem e de seu grupo natural, tem deveres a cumprir para com Deus e a Pátria. É Realista porque acredita, prega e vive o Ideal da Verdade. Ação consciente, positiva e integrada, executada com firmeza, paciência, amor e responsabilidade. Afirma a Existência da Matéria e do Espírito, com o primado deste último. É, na pior das Hipóteses, a melhor solução provisória para os nossos tempos. 

Plínio Salgado foi um dos Pioneiros do Municipalismo no Brasil, atuando abertamente desde 1913. Nunca foi fascista, nem nazista, nem comunista. Foi um filósofo à influenciar, nunca influenciado senão pelos Evangelhos Cristãos. Seu Integralismo é diferente dos integralismo português e francês. Plínio Salgado também nunca foi liberalista, mas sempre democrata. Era um GRUPALISTA, nunca um SOCIALISTA. Foi ele sempre vigorosamente contrário ao "Espírito da Burguesia", porque este espírito é contrário a Lei de Deus e os Ensinamentos de Cristo. A Família Cristã Brasileira, nos Municípios Brasileiros, era sempre citada por ele mesmo como um grupo natural básico, modelo para a organização incipiente do Estado Legítimo, Moralmente Forte, Livre, Atuante, Humano e Responsável. É, a Família, o grupo natural básico do qual surgiram outros grupos mais complexos: das categorias profissionais e culturais. Todos responsáveis e atuantes dentro de suas atribuições...

Sempre dentro da harmonia do corpo social, com a técnica e a paz de Cristo; nunca com o emprego da violência ou técnica de Sorel. O Homem tem o Poder Relativo de criar condições favoráveis e coisas úteis no mundo e o dever de fazê-lo para o bem de todos. O homem dentro de sua família, em sua Comunidade Territorial (Município), dentro de sua Classe, estará sempre naturalmente mais protegido e assistido e é um natural participante, ativo ou passivo, da comunidade; e mais conscientizado sobre seus deveres. O Homem deve caminhar e agir sempre, utilmente, em favor do bem. Na vida terrestre, muitas vezes tem que remar contra a correnteza. Outras vezes, recomeçar tudo. Não deve se instalar, nem se isolar, na vida que é sempre dura realidade dinãmica e prestação de serviços mútuos.

Os utopistas e os comunistas, pregadores do paraíso terrestre, não terão possibilidade, nunca, de verem ou realizarem esse Paraíso... apesar de suas intenções, pregações e de seus permanentes e dedicadíssimos esforços. A Verdade, que é Deus, que é Cristo, não deve trazer dissensões àqueles pregadores de religiões cristãs, sim uni-los, confraternizá-los. Ninguém é dono da Verdade. A filosofia verdadeira, advinda da Verdade, não é para dividir os filhos de Deus. O que divide é o orgulho dos presunçosos, dos "suficientes", querendo impor seus pontos de vista individuais. É a falta do amor verdadeiro, da Caridade Cristã.

"O Homem pode interferir na Marcha Social, e, as vezes, deve interferir, bem como o Estado Legítimo". "Deus é a Causa, a Razão e a Finalidade do Homem pensamento central de que se origina a Organização do Estado, das classes, das famílias, das Comunas Geográficas"(1). "Tudo nos indica que se desaguarão em nós (2), e aqui desaparecerão, todos os ódios de raças ou de religiões, de classes ou de nacionalidades, e um tipo de humanidade melhor poderá surgir da terra nova". (De Quarta Humanidade e Psicologia da Revolução, de Plínio Salgado).

Plínio Salgado aponta as contradições de Marx e, no meu entender, é mais completo que Bergson.

Notas:
1) Deus criou o Mundo com todas as suas coisas. O Homem, a sua imagem e semelhança. O Homem tem o poder relativo de criar, dá testemunho de Deus e deve administrar tudo segundo a Lei de Deus. Ele (o Homem) não é de modo absoluto dono, sim administrador.
2) Referindo ao Brasil e a América do Sul.

OUTUBRO DE 1978

APÊNDICE

Esclarecimento necessário:
O Homem não é dono absoluto de nada, não é proprietário de maneira absoluta; sim, de maneira relativa e condicional, e deve ser sempre um bom administrador, mesmo do que é legalmente seu.

Mesmo sendo proprietário legítimo - e a propriedade, o trabalho e o dinheiro lhe são necessários à vida pessoal e familiar - o é apenas relativa e condicionalmente, uma vez que Deus é o Dono Absoluto. E a Lei de Deus e os ensinamentos de Cristo são claros e impõem deveres a todos os homens.

Sendo assim, entendo: Tem o Homem que ser em tudo e sobre tudo um bom administrador de seus próprios bens e de todas as coisas, particulares ou públicas. Seus direitos são para que possa cumprir esses seus deveres.

Outubro de 1978 - Aos 46 anos do Manifesto de Outubro de Plínio Salgado.


sábado, abril 18, 2015

Dom Hélder Câmara em Perspectiva

Dom Hélder Câmara em Perspectiva



Cleiton Oliveira(1)

Estão sendo divulgados dois textos de puro embate a pessoa de Dom Helder Câmara, que em alguns pontos, beiram à desonestidade intelectual e à falta de rigor de análise histórica.

Um dos textos “Quem foi realmente Dom Helder Câmara?”(2) do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira (IPCO) e o outro; mais antigo “Dom Helder Câmara – uma retrospectiva de fatos”(3) da editora Permanência.

A questão não é defender Dom Helder integralmente. Vejo que se ele não foi um dissimulado na defesa que fez da esquerda, foi no mínimo, um “inocente útil” deste credo – mas prefiro pensar que sua preocupação social, seu cristianismo o levou a isso (na década de 1930 pronunciou uma série de palestras em vários locais, mas, sobretudo, na Academia Brasileira de Letras sobre a temática do comunismo – “comunismo e a família”, “comunismo e a mulher” etc., como nos atesta o jornal integralista A Offensiva da década de 1930).

Penso que a intenção do texto, em especial o da Editora Permanência, é de afronta a D. Helder Câmara, que no calor dos embates daquele momento trata-o de fascista, comunista, desonesto e oportunista. Mas apresenta um perfil um pouco mais brando, quando trata de sua participação no Centro Dom Vital, senão vejamos: “Cerca de 12 anos Helder Câmara foi assistente eclesiástico do nosso Centro Dom Vital, a associação de escritores católicos presidida por Alceu Amoroso Lima, da qual saíram Gustavo Corção e a maioria dos sócios em 1963. Quando Alceu Amoroso Lima, juntamente com Helder Câmara, já mostrava inequívocos sinais de progressismo e esquerdismo.”

Então, ele foi nazi-fascista no integralismo, comunista enquanto bispo e enquanto membro do glorioso Centro Dom Vital ele apresentava apenas “sinais de progressismo e esquerdismo”?!

Outro ponto interessante é a questão da nota promissória do Banco da Guanabara e para onde foi o dinheiro: “esse dinheiro foi usado por D. Helder Câmara para suas promoções demagógicas irresponsáveis como, por exemplo, construir prédios de apartamentos para favelados, no meio de áreas residenciais mais abastadas, como a Praia do Pinto.” Não justificando o uso indevido do dinheiro, (se é que houve), mas a postura elitista, em que a questão não é o uso do dinheiro em si, mas a construção de moradia para favelados em “áreas residenciais mais abastadas”. Que cristianismo é esse da Permanência pretende atribuir lugar de pobre e de gente “abastada”?

O texto da Permanência é um pouco mais brando/honesto do que o do IPCO. Tenho bons amigos ligados ao IPCO (fundadores) e mesmo aos Arautos, mas vejo-os em demasia elitistas e muitas vezes liberais ao estremo em política. Esquecendo-se que o materialismo de “esquerda” e de “direita” foram condenados igualmente pela Santa Igreja.

E, neste ponto, não poderia deixar de apresentar aqui, a análise justa e inteligente do Padre João Batista de A. Prado Ferraz Costa, que em artigo – “Dom Hélder Câmara e Plínio Salgado”(4) – nos deixa este primor: ‘Na verdade, há muito católico conservador que não tem nenhum apreço pela doutrina social da Igreja (e aqui só me refiro aos documentos de Leão XIII a Pio XI) e só a cita no que diz respeito à condenação do comunismo. Mas quanto às diretrizes dos pontífices sobre uma organização sócio-econômica corporativa passam por alto, porque defendem o capitalismo liberal baseado na partidocracia dita democrática. São esses católicos ‘conservadores’, que tanto enaltecem os EUA, que acusam movimentos políticos como a Ação Integralista de ser nazista’.

Nas entrelinhas do texto da Permanência me parece ser negado a D. Helder dar uma esperança ao povo humilde dentro do cristianismo. Destaca que “é verdade que não lhe é permitido mistificar um povo humilde, simples e ainda dotado, em grande parte, de uma religiosidade católica”. O povo católico pode viver à míngua, enquanto, uma elite maçônica suga tudo deste povo (qualquer reivindicação social soa como comunismo).

Mas o drástico aqui, e principalmente no texto do IPCO, é o anti-integralismo – Integralismo esse que eles parecem desconhecer de todo ou assume e reproduz apenas a análise esquerdista de embate a este grande movimento político brasileiro – o texto do Padre João faz uma justiça à pessoa de Plínio Salgado, mas tem falhas na abordagem das ideias de Miguel Reale e Gustavo Barroso.

Outra questão é o caso do não acolhimento de Dom Helder, e penso de todo o ideal católico, pelo governo Castelo Branco. Se formos à história vamos ver que o comandante Mourão Filho, velho integralista, que deu pontapé inicial do levante civil/militar, e tão logo teve o acolhimento popular e a não resistência. Foi posto para o escanteio e substituto pelas rapinas ligadas aos interesses norte-americanos de enfrentamento ao comunismo que perpassou para a tutela econômica. A indústria brasileira (estou falando de tecnologia nacional) teve um grande retrocesso no governo militar, que priorizou as corporações multinacionais (eu acolhendo a análise da esquerda aqui, pois estão corretos nesta abordagem).

Penso que já estou me estendendo em demasia e não me cabe aqui, no momento, apresentar e debater todos os fatos que são muitos.

Mas no que pese a análise rasteira do integralismo, penso que deveriam ter no mínimo o bom senso de consultar as fontes integralistas.
O Padre João Batista me parece que consultou apenas ao livro de Plínio Salgado “A Vida de Jesus”, que é realmente um primor, e se não estou equivocado, reproduz a tese de Francisco Martins de Souza(5).

O texto da Permanência penso que esteja dentro de um contexto de refrega e se não estou equivocado, Dom Hélder estava vivo e poderia se defender.

Agora o texto do IPCO é fruto, além deste posicionamento de combate, de uma desonestidade intelectual. Poderiam, no mínimo, consultar os escritos de Dom Helder da década de 1930 e os escritos de Plínio Salgado(6)– e como os de Salgado são muitos deixo minha indicação: “Palavra Nova dos Tempos Novos” de 1936, “Despertemos a Nação” de 1935, “A Quarta Humanidade” 1935, “Psicologia da Revolução” de 1934 e “O Que é o Integralismo” de 1933, apenas indicando parte de sua produção dos anos 30, a produção posterior apenas aprofunda e amadurece o contido nestas obras.

Neste ponto, o Padre João Batista se equivoca em atribuir a Salgado um amadurecimento espiritual apenas em seu exílio em Portugal, se esquecendo que sua “Vida de Jesus”, publicada em 1942, já havia sido iniciada no Brasil, inclusive tendo seus originais confiscados pela polícia, quando da prisão de Plínio pelo Estado Novo.

Agora se D. Helder defendeu Che Guevara e todo o movimento de guerrilha, sabemos hoje, que ele estava completamente equivocado merecendo nossa ressalva neste ponto.

Pelo Bem do Brasil!
Cidade de Goiás, 18 de abril de 2015.




1)Professor da rede estadual de ensino de Goiás.
5) SOUZA, Francisco Martins de. Raízes Teóricas do Corporativismo Brasileiro. Rio de Janeiro, Ed. Tempo Brasileiro, 1999.
6) Neste ponto é interessante o artigo de Plínio Salgado “Equívocos de Dom Helder”, disponível no blog populista (grande trabalho de Resgate do companheiro Guilherme Jorge Figueira): http://historia-do-prp.blogspot.com.br/2015/04/plinio-salgado-critica-publicamente-d.html, acesso 15/04/2015.

sábado, março 21, 2015

MANIFESTO INTEGRALISTA DE 2001

Três baluartes do Integralismo, os Companheiros Marcelo Santos Mendez, Marcelo Afonso Claro e Marcelo Albuquerque Magalhães.

Manifesto Integralista de 2001

Ao Povo Brasileiro.

A Nação atravessa uma das piores fases de sua existência. Por toda a parte, vemos o clamor de nosso povo contra a fome, a miséria, o desemprego e, sobretudo, atos omissos de governantes tangidos pela incompetência, pela desonestidade e pelo desamor à causa pública.

Em nossos dias, vemos a falta de ética de nossos políticos, a carência de princípios programáticos dos partidos políticos que se apresentam como defensores do povo. Diluem-se na desorganização, na ambição egoística de seus dirigentes, no elitismo, servindo apenas para obstruir nossas aspirações democráticas que facilmente são trituradas pelo arbítrio. Querem mudar de regime, como se muda de camisa, tudo ao sabor da floração de crises que só se justificam no caldo da indisciplina, no clima da desordem, na falta de respeito pelos valores mais altos da nacionalidade e da justiça social.

O individualismo dos dias atuais alimenta cada vez mais as estruturas do neocapitalismo desumano e explorador, regendo o relacionamento de nossa vida social e econômica, acirrando cada vez mais a violência nas cidades e nos campos e a subordinação dos interesses brasileiros ao imperialismo e aos banqueiros internacionais.

A encíclica “RERUM NOVARUM, lançada em 15 de maio de 1891, pelo  Papa Leão XIII, caiu no esquecimento. Em nosso País, após 1930, inegavelmente muitas conquistas foram introduzidas em nossa legislação social, sobretudo na área da previdência social, na da organização sindical e na da instituição da Justiça do Trabalho, graças ao lançamento do Manifesto Integralista de 1932, oriundo da Ação Integralista Brasileira, fundada em São Paulo, em 07 de outubro de 1932, pelo grande brasileiro Plínio Salgado. Vejamos o que diz o Capítulo VII do indiscutível Documento, intitulado “A QUESTÃO SOCIAL COMO A CONSIDERA A AÇÃO INTEGRALISTA BRASILEIRA: “A questão social deve ser resolvida pela cooperação de todos, conforme a justiça e o desejo que cada um nutre de progredir e melhorar. O direito de propriedade é fundamental para nós, considerado no seu caráter natural e pessoal. O capitalismo atenta hoje contra esse direito, baseado, como se acha, no individualismo desenfreado, assinalador da fisionomia do sistema econômico liberal-democrático. Temos de adotar novos processos reguladores da produção e do comércio, de modo que o governo possa evitar os desequilíbrios nocivos à estabilidade social. O comunismo não é uma solução, porque se baseia nos mesmos princípios fundamentais do capitalismo, com a agravante de reduzir todos os patrões a um só e escravizar o operariado a uma minoria de funcionários cruéis, recrutados na burguesia. O comunismo destrói a personalidade humana para melhor escravizar o homem à coletividade; destrói a Religião para melhor escravizar o homem aos instintos; destrói a iniciativa de cada um, mata o estímulo, sacrifica uma humanidade inteira, por um sonho falsamente científico, que promete realizar o mais breve possível, isto é, dentro de duzentos anos no mínimo. O que nós desejamos dar ao operário, ao camponês, ao soldado, ao marinheiro é a possibilidade de subir, conforme a sua vocação e seus justos desejos. Pretendemos dar meios a todos para que possam galgar, pelas suas qualidades, pelo trabalho e pela constância, uma posição cada vez melhor; tanto na sua classe como fora dela e até no governo da Nação. Nós não ensinamos ao operário a doutrina da covardia, da desilusão, do ódio, da Renúncia, como o comunismo ou a anarquia; a doutrina da submissão, do ostracismo inevitável, da conformação com as imposições dos políticos, como a democracia liberal. Nós ensinamos a doutrina da coragem, da esperança, do amor à Pátria, à Sociedade, à Vida, no que esta tem de belo e de conquistável, da ambição justa de progredir, de possuir bens, de elevar-se e de elevar a família.

Tendo de enfrentar, com disparidade de Forças, as pressões internacionais e sucessivas crises internas decorrentes de sucessões políticas mal ajustadas às realidades nacionais, sempre baseadas no individualismo e com partidos sem programas sérios, ficamos propensos a procriar governos respaldados no arbítrio que sempre se fortalecem na desorganização e no jogo de interesses egoístico-demagógicos que invariavelmente descambam para o Radicalismo.

Desde que fomos instados a aceitar os figurinos de Bretton Woods (conferência feita em 1944 que criou uma política monetária e comercial entre os Países), vemos nosso País deixar-se dominar por um monetarismo explorador das classes obreiras que as subjuga ao banqueirismo internacional, porquanto este sempre procurou entravar o nosso desenvolvimento, com as inevitáveis imposições recessivas, sugando nossas energias e nosso sangue, através de juros extorsivos e lesivos à sociedade brasileira.

Temos vivido em função da dívida externa que, a bem dizer, já foi satisfatoriamente paga. Primeiramente, fomos sugados pelo imperialismo da Libra esterlina (moeda inglesa); posteriormente, após a 1ª Guerra Mundial, ficamos sob o domínio do dólar (moeda americana) e, pelo que sentimos e conhecemos, estamos, ainda, muito longe de nos emancipar desse jugo, imposto pelos falsos amigos do Hemisfério Norte.

Nestas últimas décadas, nossa submissão ao imperialismo foi mais que nefasta à soberania nacional, de vez que, para enfrentar dívidas contraídas para custear o setor de energia e obras de altos custos (Usinas Nucleares, Transamazônica e outras), fomos forçados a recorrer ao famigerado F.M.I. (Banco Mundial que empresta dinheiro a países que se dispõem a adotar políticas econômicas neoliberais) que impôs nas chamadas Cartas de Intenções” as mais nefastas condições para que os banqueiros nos atendessem e nos cobrissem de juros altíssimos. Esses atos, os brasileiros já conhecem de sobra, pois redundaram no aumento da recessão, no corte de subsídios a produtos básicos, no achatamento salarial, no desemprego, na fome e na miséria.

Consequentemente, a miséria e o desemprego desencadearam no País uma onda de episódios violentos sem igual em nossa história, principalmente nas grandes cidades brasileiras, como assaltos na via pública, nos edifícios, nos automóveis, nos coletivos, nas casas, nos bancos e no comércio. O recrudescimento de greves para a obtenção de melhores salários acirrou a luta de classes em todos os níveis, atingindo as empresas industriais do Estado, Universidades e repartições públicas. Por sua vez, a desagregação moral e social suscitadas pelo desprezo aos valores mais nobres do espírito, que são os valores éticos, tornaram-se cada vez mais avassaladoras com a materialização dos costumes. No rádio, na televisão, no cinema, no teatro, o brasileiro é afrontado com a falta de respeito e abuso de poder. Nesse ambiente desolador, cria-se uma nova geração.

Desestabilizada a sociedade, o ideal nacionalista perde o seu ímpeto e sua força. Como consequência de tudo isso vemos, desolados, os comunistas se apossarem do poder. Assim, aconteceu na Rússia Soviética, durante a segunda década do Século XX. O poder foi tomado após uma preparação psicológica.

É justamente no sentido da elevação do espírito nacional que levantamos a nossa bandeira integralista; uma bandeira que represente, de Fato e de Direito, também a justiça social.
Eis a razão do porque no início desse Manifesto, nos reportamos à ENCÍCLICA “RERUM NOVARUM, a primeira encíclica social da Igreja de Cristo que se dirigiu diretamente ao realístico problema da questão social.

Como se sabe, São Tomás de Aquino (1225 - 1274), desenvolvendo a tese de Aristóteles, estudou a questão da propriedade, pois, sendo esta inerente à pessoa humana, deve ser usada no sentido do bem comum, isto é, da sociedade inteira. São Tomás distinguiu o JUS UTENDI do JUS ABUTENDI, mostrando que o seu mau uso gera a injustiça e os inevitáveis conflitos sociais.

DEMOCRACIA ORGÂNICA

O Estado Novo, outorgado em 10 de novembro de 1937, pelo Presidente Getúlio Vargas (1883/1954), estabeleceu no País uma ditadura férrea unipessoal que redundou na extinção dos partidos e no fechamento do Congresso Nacional, só reaberto em 1946, com a elaboração de nova Constituição. Entretanto, a Carta Estadonovista, elaborada pelo do Ministro Francisco Campos (1891/1968), no seu artigo 38, criou o Conselho de Economia Nacional que tinha entre outras atribuições a de promover a organização corporativa da vida nacional”, já inscrita na Constituição de 1934, e defendida Ação Integralista Brasileira. Mas, a verdade manda que se diga: Plínio Salgado (1895/1975) e os integralistas não concordaram com nada imposto pelo Estado Novo, por se tratar de um novo estado antidemocrático, ficando, assim, no esquecimento a organização corporativa e permanecendo no plano social a mesma organização sindical dominada pelo Ministério do Trabalho da ditadura.

No fundo, o Estado Novo de Vargas nada realizou no campo das corporações. É que o corporativismo era uma tarefa muito alta e relevante, para os interesses e totalitários do ditador.

Desde 1946, prosseguiu o mesmo ritmo de governos sem programas objetivos, baseado em programas unipessoais. É verdade inegável que o país carece de ordenação institucional, com base numa efetiva funcionalidade que dê estabilidade política e social à Nação.

E isso, só poderemos conseguir com a implantação de uma DEMOCRACIA ORGÂNICA que, democraticamente, se constitua com a constituição de Câmaras Orgânicas, as quais formariam como auxiliares das câmaras políticas em todos os âmbitos, pois só um regime dessa natureza pode realmente garantir a realidade política e social objetiva, sem a proliferação de crises que tanto tumultuam a vida brasileira.

A questão da representatividade poderá ser viabilizada pelas classes profissionais organizadas e que lutem pelos interesses inerentes a cada uma delas, elaborando projetos em suas respectivas câmaras que seriam remetidos às câmaras políticas competentes.

O Integralismo, que agora se reorganiza em todo o País, lutará pela implantação da Democracia Orgânica, como Regime Corporativo que será regime aberto ao debate, ao diálogo, não permitindo qualquer tipo de repressão à livre manifestação do pensamento.

O regime não aceitará a tutela de partido único e qualquer espécie de ditadura a não ser na sua essência, própria de organização, de onde tira a sua legitimidade de poder.

O Integralismo, dentro da Democracia Orgânica, lutará pelo fortalecimento das Forças Armadas, e em qualquer circunstância, pois será autêntico defensor das liberdades democráticas, rigorosamente investidas de responsabilidade, dando-lhes todo o aparelhamento técnico indispensável para o desempenho de sua missão.

O regime corporativo lutará pelo fortalecimento da instituição familiar, pela autonomia dos municípios, por um estado social, onde se cultivem o amor, a caridade e o bom relacionamento entre as pessoas.

Finalizando, gostaríamos de dizer que nossa atuação na Internet se espraia em várias páginas de Núcleos Integralistas, Centros Culturais e de Companheiros nossos, que muito nos ajudam em nosso apostolado-militância em prol da divulgação da Doutrina  do  Sigma  que foi  criada  por Plínio Salgado. Para dirimir quaisquer dúvidas, publicamos abaixo os endereços do Movimento Integralista na Internet.

Fazemos isso, pois é necessário que a Opinião Pública, notadamente os internautas, saiba distinguir as páginas que seguem a Doutrina Integralista, dos sites apócrifos, farisaicos que tentam deturpar os ideais do Sigma, ou misturá-los com doutrinas alienígenas (tipo Movimento Careca, Movimento Nazista, Movimentos Radicais de Extrema-Direita, ou simplesmente Xenofóbicos).

Sendo assim, você que lê estas linhas, fica atento quando se deparar na Internet, com páginas que não estejam listadas nas linhas abaixo, pois com certeza são dissidentes ou então propagadores de modernismos doutrinários estranhos aos ideais históricos de Plínio Salgado, Gustavo Barroso, Raimundo Padilha e Miguel Reale (atualmente com 90 anos!).

PÁGINAS  DO MOVIMENTO  NACIONALISTA / INTEGRALISTA:

TODAS AS PÁGINAS LISTADAS NO DOCUMENTO FORAM DESCONTINUADAS, RAZÃO PELA QUAL AS SUBSTITUÍMOS PELO PORTAL OFICIAL DA FRENTE INTEGRALISTA BRASILEIRA - FIB:

Abaixo, listamos as Organizações Integralistas e Nacionalistas, que apoiam e endossam este Manifesto à Nação Brasileira:

CENTRO CULTURAL PLÍNIO SALGADO – CCPS (SÃO GONÇALO/RJ)
CENTRO DE ESTUDOS E DEBATES INTEGRALISTAS - CEDI (RIO DE JANEIRO/RJ).
CENTRO DE ESTUDOS HISTÓRICOS E POLÍTICOS - CEHP (SANTOS/SP).
CENTRO DE ESTUDOS HISTÓRICOS E POLÍTICOS - CEHP /(SÃO PAULO/SP).
CENTRO DE ESTUDOS HISTÓRICOS E POLÍTICOS - CEHP (RIBEIRÃO PRETO/SP).
JORNAL A VOZ DO OESTE (LINS/SP). A/C Jornalista Rufino Leví de Ávila.
JUVENTUDE NACIONALISTA SEGUIDORES DO SIGMA – JNSS (BARRA DO PIRAÍ/ RJ).
NÚCLEO INTEGRALISTA DE ATIBAIA / SP.
NÚCLEO INTEGRALISTA DE BARUERI / SP.
NÚCLEO INTEGRALISTA DE RIBEIRÃO PRETO / SP.
NÚCLEO INTEGRALISTA DE MATÃO / SP.
NÚCLEO INTEGRALISTA DE FOZ DO IGUAÇU / PR.
NÚCLEO INTEGRALISTA DE CURITIBA / PR.
NÚCLEO INTEGRALISTA DE SOLEDADE / RS.
NÚCLEO INTEGRALISTA DE PORTO ALEGRE / RS.

NOTA IMPORTANTE: Este Manifesto Integralista, conta o expressivo apoio dos Parentes do Chefe Nacional Plínio Salgado, listados abaixo:

D. Maria Amélia Salgado Loureiro => Filha do Chefe Nacional.
Dr. Genésio Pereira Filho => Sobrinho de Plínio Salgado.
D. Maria Inês Salgado Brito => Sobrinha-neta de Plínio Salgado.


Rio de Janeiro, 22 de Janeiro de 2001 (106° Aniversário de Plínio Salgado).

CENTRO DE ESTUDOS E DEBATES INTEGRALISTA – CEDI.

quinta-feira, março 05, 2015

Integralismo: um novo paradigma


Resenha de "Integralismo: um novo paradigma"

O texto a seguir é uma Carta endereçada ao Professor Ubiratan Pimentel, e está sendo divulgada aqui com a sua autorização.

Rio de Janeiro, 26 de Fevereiro de 2015.
Ano LXXXII da Era Integralista.
Prezado Companheiro Ubiratan Pimentel.

Você tem insistido comigo que eu elaborasse uma Resenha sobre o Livro. Até aqui estava resistindo, mas, os muitos e muitos anos em que tenho a honra de privar da sua amizade já me conscientizaram de que, via de regra, você está certo quando se obstina em um ponto de vista. Portanto, aí vai a Resenha solicitada: 

O volume tem 141 páginas, e é dividido em 22 Capítulos.

Grosso modo, os Capítulos podem ser divididos em 05 blocos temáticos: Alertas aos que estão ingressando no Movimento; Doutrina Integralista; Integralismo e Religião; História do Integralismo; e, Integralismo e Economia.

Alertas aos que estão ingressando no Movimento: Infelizmente, e você sabe, querido Companheiro Pimentel que há muita bobagem sendo difundida por aí como sendo o Integralismo e daí ser necessário dar alguns avisos, o que fiz nos Capítulos I - "Contextualização da Doutrina Integralista", II - "O Erro NeoIntegralista", III - "O PseudoIntegralismo", e IV - "Ismos". O Capítulo I me parece o melhor desta seção, onde abordo a importância de não confundir os nossos Princípios Doutrinários, que são imutáveis, com afirmações meramente conjunturais e sem perenidade que também aparecem na nossa Literatura.

Doutrina Integralista:  Trato de diferentes aspectos da Doutrina Integralista nos Capítulos V - "Integralismo", VI - "A Concepção Integralista da Sociedade", VII - "O que pensamos das conspirações  e da politicagem de grupos e facções" (é um comentário ao Capítulo VI do Manifesto de Outubro), VIII - "O Homem Integral, de Plínio Salgado, seria o mesmo que o Super-Homem, de Nietzsche?" (você é citado neste Capítulo), e IX - "Os Corporativismos Integralista e fascista na Obra "O Estado Moderno" de Miguel Reale". Modéstia a parte, todos muito bons... 

Integralismo e Religião: Este é um tema que se presta a todos os absurdos e dedico ao mesmo os Capítulos X - "Integralismo e Religião", Capítulo XI - "Deus no Integralismo", XII - "O Integralismo e as Religiões", e XIII - "Catolicismo e Integralismo". Nestes Capítulos eu deixo claro que o Integralismo é Teísta, porém, não é confessional; que o Integralismo é uma Frente Única Espiritualista, que reúne Brasileiros de todos os Credos Religiosos (Cristãos e não-Cristãos); e, finalmente, que no Estado Integral haverá Liberdade Religiosa. Julgo o assunto tão relevante que estou escrevendo um Livro inteiro sobre ele, o título será "O Integralismo e as Religiões".

História do Integralismo: Onde trato de questões tópicas da nossa História: Capítulo XIV - "Manifesto de Outubro - Breve Resumo Histórico", XV - "A Manipulação da História", XVI - "O Integralismo e a Revolução Comunista de 1935", XVII - "Mais um texto anti-Integralista mascarado de estudo acadêmico", e XVIII - "Ao General Torres de Melo - Carta Aberta". Este último deve desagradar aos maníacos da intervenção militar...

Integralismo e Economia: XIX - "Revolução Agrária: Revolução Verde do Brasil" (você é citado numa nota de pé de página), XX - "A Revolução Agrária", XXI - "Integralismo e Capitalismo", e XXII - "A Economia Integralista" (que o Companheiro Victor Emanuel Vilela Barbuy considerou a melhor síntese das ideias econômicas do Integralismo). A Economia Integralista será objeto de outra Obra que estou elaborando.

Está ai a resenha. Aliás, está mais para uma descrição de conteúdo do que para uma resenha propriamente dita...

Pelo Bem do Brasil!
Anauê!


Sérgio de Vasconcellos