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sexta-feira, abril 24, 2015

NACIONALISMO

NACIONALISMO

Jean Fronho de Souza*

Em uma entrevista com Enéas Carneiro, Jô Soares, após perceber que o político tinha ideias nacionalistas, ironizou-o, ao oferecer-lhe uma bebida. Após Enéas negar o uísque oferecido, o apresentador perguntou se ele gostaria de cachaça, argumentando que era um "produto nacional".

Não sei se, e em que medida, Jô Soares se opunha ao nacionalismo, mas o exemplo ilustra bem a sátira que certas pessoas fazem desse pensamento, atendo-se às suas expressões mais superficiais. Outros, por maldade ou desconhecimento, reduzem os movimentos nacionalistas a meras expressões de ditaduras intransigentes.

Porém, qualquer intelectual sério e, acima de tudo, que tenha amor a seu País, sabe que o nacionalismo não se resume a essas coisas. Ademais, nos tempos de hoje, em que a emergência de uma cultura global fabricada em laboratório, parece um projeto interessante aos que sonham como um mundo melhor.

Um projeto alto de nacionalismo não deve se atentar apenas a elementos menores e particulares que simbolizam uma nação. Deve, antes de tudo, atentar-se ao legado que cada nação tem para oferecer ao mundo, algo que só se conhece indo a fundo no ethos de um povo. Somente assim, pode-se compreender o seu legado espiritual e cultural e, em decorrência disso, seus modos políticos, econômicos e sociais mais afins.

O Brasil precisa de pessoas - sobretudo brasileiras - que amem o Brasil, pelo menos no momento, acima do progresso. Mais ainda, de intelectuais dispostos a descobrirem a essência do Brasil. Quem sabe, como um povo consciente de sua nacionalidade e que ame seu País, possamos pensar em uma nação melhor, capaz de se estabelecer perante o mundo.

*  Jornalista. Rio de Janeiro – RJ.



quarta-feira, março 25, 2015

NÓS E OS FASCISTAS DA EUROPA (1936)

Nós e os fascistas da Europa (1936)


Miguel Reale

Uma revista francesa, tecendo elogios ao movimento integralista, considerou os “camisas verdes” filhos espirituais de Maurras, isto é, “nacionalistas integrais”.

Não pode haver engano maior.

Em primeiro lugar, Maurras reconhece a rigorosa necessidade da monarquia no mundo contemporâneo, enquanto que nós integralistas já fixamos de maneira claríssima a nossa orientação republicana.

Em segundo lugar, ele é Católico, intransigentemente católico, mas católico positivista à maneira de Oliveira Lima, por tradição, “católico histórico”, pelo fato de reconhecer no catolicismo um fator básico da grandeza nacional. O Integralismo, ao contrário, reúne católicos, protestantes e espíritas, e ainda nenhum integralista, com suficiente autoridade, fez exclusão desta ou daquela crença, nem será possível qualquer sectarismo em nossas fileiras.

Em terceiro lugar, para Maurras, Barrès, Bourget ou Léon Daudet, nada deve existir acima da Pátria, nem Justiça, nem Verdade, nem Razão.

Segundo a sua doutrina, exposta em linguagem áspera e mesmo violenta – o que não deixa de ser profundamente necessário na terra dos Léon Blun – segundo o “nacionalismo integral” há uma “justiça francesa” uma “verdade francesa”, uma “razão francesa”. Só o nacionalismo para eles tem existência real. O universalismo é aceitável tão-somente quando constitui expressão do gênio francês. A pátria gaulesa é o valor supremo, a realidade fundamental e eterna.

Ora, este exclusivismo patriótico não se enquadra de maneira alguma, dentro dos princípios integralistas. Um brasileiro que tentasse introduzir semelhantes pontos de vista estaria inconscientemente obedecendo a um exagerado nacionalismo gaulês. Seria brasileiro segundo o modelo de Maurras...

As “Diretrizes Integralistas”, em seu item II, fazem prevalecer o espiritual sobre o moral, o moral sobre o social, o social sobre o nacional, e o nacional sobre o particular.

De acordo com tal modo de ver, não consideramos a pátria um “valor supremo”, imutável, ponto de referência para todos os julgamentos.


A pátria para nós é uma realidade e um valor, não há dúvida. É uma realidade porque é uma resultante de natural elaboração histórica, e não um artifício do homem; e é um valor porque representa um patrimônio espiritual e material que umas gerações recebem de outras com a obrigação de legá-lo maior aos filhos e aos netos. E é ainda um valor porque os interesses econômicos só apresentam expressão concreta dentro dos limites nacionais. Eis por que, expondo a doutrina integralista, fazemos sempre questão de pôr em evidência o conceito de pátria como um “organismo ético, político, econômico e cultural”, “uma cooperativa naturalmente estabelecida pela divisão do trabalho”, uma “sociedade solidária constituída pelos trabalhadores do braço, do capital e da inteligência”.

Mas a Pátria não é eterna em sua forma. O que é eterno é a função a que ela se destina. Não podemos, com efeito, confundir a permanência das leis com a fixidez das formas. Na história encontramos muitas formas de Pátria, correspondendo todas elas a uma permanente função necessária, indispensável e natural à espécie humana. É claro, porém, que agimos “como se” a forma atual fosse eterna.

A história do Direito nos mostra que, originariamente particularista, ele foi se universalizando. O mesmo se dá com as instituições políticas. A Liberal-Democracia, por exemplo, após o seu triunfo teórico na França, estendeu-se a todos os países, com manifestações distintas segundo os lugares e as contingências históricas. O mesmo acontece hoje com o ideal da Democracia Corporativa, que dá Itália se estende a Portugal, à Áustria, à Letônia, à Alemanha, aos Estados Unidos e a todo o globo terrestre. Em verdade, nisso não há nada de espantoso. E não há nada mais imbecil que um liberal de 89 ou um socialdemocrata de Weimar acusar o “estrangeirismo” de um corporativista do Século XX. Quem assim procede, não examina a própria história, e desconhece a verdade contida nestas palavras de Cuvillier: “A consciência moral varia, mas ela varia de conformidade com certas leis que se podem resumir assim: especificação crescente da moralidade; espiritualização das noções morais; universalização dos direitos e deveres”.

Que o progresso moral e técnico nos conduz a uma universalização dos direitos e dos deveres, e, por conseguinte, uma identidade cada vez maior entre as formas nacionais de governo, eis uma verdade de grande evidência. Se hoje já se fala em universalização do direito penal, em universalização da moeda, não é por simples palpites, mas sim porque tal necessidade se faz sentir.

Nós devemos reconhecer esses fatos, sem que para isto seja necessário nos perdermos no sonho mirífico do internacionalismo burguês do século passado (1), internacionalismo lírico que teve como consequência o internacionalismo capitalista de um lado, e o internacionalismo marxista, do outro.

Como diz Höffding, “nós não somos antes membros da Família, criadores de cultura, cidadãos do Estado e depois homens, mas nós devemos justamente viver como homens em todas as circunstâncias que possam se apresentar no seio da família, da associação cultural ou do Estado, tratando-nos reciprocamente como homens”.

Somos universais sendo brasileiros, especificamente brasileiros, porque sabemos ser homens no círculo da família e da pátria. O que não devemos fazer é procurar no universalismo uma desculpa para não observarmos o que está perto. Ama a humanidade quem ama o seu próximo. Cria valores universais quem abre os olhos para as realidades concretas. Os “modismos” de cultura, o “cosmopolitismo” nas maneiras de sentir, de pensar e de agir, eis o que não se justifica, o que devemos evitar. Mas isto não é universalismo, mas contrabando que em nome dele se faz.

Nada de extraordinário, por conseguinte, que sejamos brasileiros, nacionalistamente brasileiros, e, ao mesmo tempo, apresentemos valores que se encontram também em movimentos fascistas europeus, como o de Mussolini, de Hitler e Salazar.

“Isso de quererem forçar-nos a ser iniciadores convencionais de uma civilização, fresca, virgem, espontânea – escreveu Tristão de Ataíde corrigindo os excessos do modernismo de 22 – será um erro tão crasso como qualquer academismo vulgar. Somos novos, como americanos. Somos velhos, como europeus”.
“Conciliar não – continua o pensador brasileiro – fundir as correntes contrárias que nos solicitam: a que vem de fora e a que vem da terra. A que importamos como alimento de cultura; e a que vivemos aqui como elemento de cultura. Alimento e elemento – não são apenas um mau trocadilho. São duas formas primárias de nosso espírito. Não podemos vivem sem os elementos locais primitivos, de uma mentalidade. Não podemos muito menos crescer sem alimentar esses elementos primários com a contribuição de cultura superior que o nosso espírito pede”.

Nós alimentamos os elementos político-sociais brasileiros com a lição da experiência alheia. Desde o início da propaganda, afirmamos o nosso propósito de tirar das experiências estrangeiras todo o sumo necessário ao desenvolvimento de nossa Pátria.

O Fascismo italiano contém muitos valores universais, aplicáveis a todos os povos ligados à cultura cristã. Mas o Fascismo foi se elaborando no terreno da práxis. À medida que as necessidades sociais foram se exprimindo em ordenamentos jurídicos e econômicos, revelaram-se os elementos essenciais de uma doutrina, cujos contornos já são nítidos, com a grande vantagem de ser uma “teoria vivida” e não apenas um quadro mental sem a verificação decisiva da experiência. O cunho empírico, pragmático e relativista do Fascismo foi tão notável que os italianos não perceberam, desde logo, o caráter universal de seus princípios. É estranho, mas é verdade. Fomos nós estrangeiros que mostramos aos peninsulares que a experiência do Duce não tem só um valor restrito à Itália, mas constitui uma experiência universal. Primeiro, Mussolini afirmou: “o Fascismo não é artigo de exportação”. Agora ele mesmo reconhece que o Fascismo é a doutrina universal do século. A princípio, a criatura foi maior que o criador...

Pensando bem, não é muito lógico falar em criador do Fascismo. A doutrina corporativista tem antecedentes no tempo e no espaço, tanto do domínio jurídico, como no econômico-social. Precursores são, por exemplo, Dupont White, Sismondi, List, Le Play, Gerber, Treitschke, Maurras, Sorel, Alberto Torres, etc., etc., cada qual cooperando com uma especial contribuição. Mussolini orientou a síntese, realizou o sincretismo das teorias, algumas delas consideradas até então contraditórias ou irredutíveis... Seu mérito é inexcedível, mas só mesmo a paixão nacionalista poderia considerar todo o “corporativismo” um produto genuíno da Itália...

Consideremos o problema fascista em relação ao integralista.

O espírito ou a índole do nosso nacionalismo não é idêntico do italiano.

Na Itália, os nacionalistas se impuseram a imensa tarefa de reviver as glórias do passado, no esplendor da disciplina das gerações novas. No Brasil a tarefa é mais árdua. Trata-se de revelar uma Nação, cuja palavra ainda não se fez ouvir, cujos valores espirituais o mundo desconhece e não poucos brasileiros ignoram.

O nacionalismo fascista foi uma afirmação violenta, reação natural contra esse Tratado de Versailles que satisfez o orgulho da França e a nunca saciada ambição britânica. Marcou, além do mais, a vitória do espírito nacional contra a traiçoeira fraternidade internacionalista dos centros maçônicos e o seu irmão gêmeo, o internacionalismo socialista.

O nacionalismo na pátria de Dante foi síntese dialética superadora da velha antinomia entre Burguesia e Proletariado, as duas classes antagônicas que olvidaram os ódios e as lutas ásperas, marchando juntas para o fogo das trincheiras, no instante trágico da ameaça às fronteiras.

O chefe socialista Mussolini, soldado nas linhas de vanguarda, quando a paz voltou sem restituir a ordem e a confiança, transformou-se no “duce” do socialismo nacionalista. No fogo das trincheiras operara-se uma das mais maravilhosas combinações históricas: o nacionalismo se tornara socialista, e o socialismo se tornara nacionalista.

As lutas de classes, os ódios classistas revelaram-se mais fracos que o amor que o homem normal tem pela própria Pátria...

1918 é um ponto de partida. Seus efeitos são universais. Pouco importa que o Brasil não tenha perdido milhares de seus filhos. Depois da Grande Guerra, no Brasil como na China, na Índia como na França, não há lugar para nacionalismo que não seja também socialismo, ou seja, que não contenha os elementos de uma profunda revolução social, de uma poderosa renovação nos costumes e hábitos da vida individual e coletiva.

A revolução não se prega mais em nome de uma classe: a revolução é o direito sagrado da Nação, da totalidade das forças nacionais.

Não basta, porém, sentir que uma revolução é necessária. É preciso saber para onde se vai, que objetivos imediatos ou mediatos se procuram, quais os métodos e quais as formas de atuação.

A experiência italiana demonstra que a revolução deve ser feita no sentido de dar uma base corporativa, e não mais partidária, à nova Democracia, tanto no setor dom ordenamento jurídico, da representação política, quanto no domínio das realizações econômicas. O Corporativismo, eis o objetivo final de ordem política.

E Corporativismo implica autoridade do Estado, anti-individualismo, ordem, hierarquia, como condições de liberdades concretas. O Fascismo, dessarte, foi uma grande escola de dinamismo, de “vitalidade”.

Em resumo, podemos dizer que Mussolini, jogando com dados positivos da experiência, estabeleceu estes pontos essenciais:
1°) a revolução social deve ser processada;
2º) dentro dos quadros morais das Nações;
3°) sob a superior orientação do Estado;
4º) sobre uma base sindical-corporativa;
5°) segundo o princípio da solidariedade que deve nortear os membros da coletividade nacional.

Nesse período cremos ter condensado o que há de essencial na doutrina fascista. A revolução não se processa por si, mas como um ato de vontade científico ou heroico, depende; não destrói as Nações, nem aniquila o Estado para o triunfo ridículo do “cidadão” ou a ilusória ditadura do “proletariado”...

O Integralismo, reconhecendo o valor universal dos cinco princípios acima, acrescentou um outro:

6°) sem ofensa dos direitos essenciais à personalidade humana.

Não que na Itália se ofendam os direitos da personalidade. Mas lá há mais vitalismo que propriamente espiritualismo. Cuida-se mais do esplendor da força material ou das manifestações coletivas, do que propriamente dos valores do espírito.

O Fascismo, do ponto de vista do espírito, é uma expressão transitória. O próprio Fascismo dia a dia se corrige, abandonando vícios pré-bélicos. (1)

Algum leitor pode estar pensando que desejaríamos que no Fascismo houvesse menos heroísmo e mais santidade. Mas não é tal. O Fascismo é uma política e não podemos, sem ofensa à lógica, ultrapassar as fronteiras da política. O que desejamos indicar é a existência de um sentido naturalista de vida na península renovada, um sentido cru da existência. O heroísmo e o sacrifício do “camisa preta” são índices de forças espirituais, mas estas forças não se revelam como tais.

O Integralismo, ao contrário, é espiritualista, francamente espiritualista. É uma revolução para o Brasil, sem servir a nenhuma crença em particular, mas, servindo a todas as crenças, porque serve aos valores eternos do espírito cristão.

Temos em relação à Europa duas superioridades: temos terras em abundância, não lutamos com angústias de espaço, nem sentimos a imperiosa necessidade de conquistar domínios; em segundo lugar, temos poucos compromissos ou contas a saldar, uma herança quase nula de ódios ou ressentimentos, de uma vida restrita no tempo.

O nacionalismo da Europa vive de desconfianças, de agressões, na previsão enervante de surpresas bélicas. Nós podemos e devemos ser nacionalistas, sem ser preciso fundamentar a nossa união no ódio ou no receio. É por isto que a luta racista não nos seduz. Preferimos construir o novo Estado sobre sólidos princípios positivos de afirmação de valores novos, do que traça-lo em função de ódios, segundo o compromisso de princípios negativos. Do Hitlerismo podemos tirar algumas lições em matéria de organização política e financeira, mas não sabemos em que nos poderia ser útil a tese da superioridade racial, tese que consulta uma situação local.


Nós brasileiros devemos nos libertar do jugo do capitalismo financeiro e do agiotarismo internacional, sem que para isso abandonemos os princípios éticos para descambarmos até aos preconceitos racistas. A moral não permite que se distinga entre o agiota judeu e o agiota que diz ser cristão; entre o açambarcador que frequenta a Cúria e o que frequenta a Sinagoga. O combate ao banqueirismo internacional e aos processos indecorosos dos capitalistas sem pátria, justifica-se no plano moral. E quando a pureza da norma ética está conosco, não se compreende bem qual a necessidade de outras justificações, que podem ser de efeito, mas que certamente são discutíveis.

Assim como repudiamos o racismo hitlerista, nós nos afastamos do cesarismo italiano, o qual tem a grande virtude de possibilitar gigantescos empreendimentos, mas tem também o defeito de deixar tudo em função de um só homem. O que se ganha em velocidade, compromete-se em durabilidade...

Somos, por assim dizer, mais democratas que os fascistas da Europa. Preferimos a colaboração popular a uma compressão de ordem física ou psíquica. Reconhecemos mais autonomia aos indivíduos e aos grupos. Tememos que a disciplina militarizada habitue os homens a esperar a iniciativa ou o auxílio do Estado, em todas as condições sociais. Para nós, o Estado deveria repetir a grande advertência: “ajuda-te que te ajudarei”.

Este reconhecimento de um maior círculo de atividade individual e grupalista não decorre unicamente de considerações abstratas, porém, consulta uma soma de realidades concretas, próprias de nosso meio.

Oliveira Viana, em um de seus estudos magistrais, observou que o Estado no Brasil não pode prescindir de uma ampla colaboração individual. É uma verdade. Se em toda parte é erro, no Brasil seria uma calamidade o enriquecimento do Estado à custa do empobrecimento dos particulares...

Nós recebemos de nossos antepassados o legado de muitos milhões de território. Cumpre-nos conquista-los. Nosso imperialismo já tem o objeto. Falta a vontade firme do sujeito dominador, porque nos faltou até agora a consciência de um dever comum.

Sendo possuidores, como somos, de tantas riquezas ainda para explorar, devemos ordenar a nossa economia não somente para criar valores trocáveis, como ensina a escola liberal, mas também para utilizar as forças produtivas.

Neste ponto cabe uma observação que consideramos de grande alcance.

Na Europa, os Estados objetivam a organização da vida econômica a fim de ganhar em intensidade o que não pode mais ser obtido satisfatoriamente em extensão, pelo fato simples de não existirem mais terras incultas ou matérias-primas inaproveitadas. Esta situação é tão grave, que a atenção dos técnicos já está voltada para o aproveitamento industrial de determinadas coisas que estavam à margem do ciclo produtivo devido o seu diminuto rendimento.

Nós, ao contrário, temos terra e temos matérias-primas. Pode ser que não sejamos o mais rico dos países; mas com certeza não somos dos mais pobres.

Se assim é, e se somos poucos, nosso dever é nos organizar para que a energia dos indivíduos não se estanque, mas se propulsione mediante a colaboração dos grupos associados e do Estado.

Como escrevi em “O Estado Moderno”, ainda estamos no período do desbravamento, no início de uma economia que ainda não se realizou em extensão, nem na realidade, nem nas obras dos cientistas, tão avultado é o número de riquezas ignoradas.

O erro das nossa economia tem sido este de intensificar a produção de certas riquezas, na exploração descontrolada do açúcar, do café ou do algodão, antes de ter se realizado em extensão. E todo fracasso de culturas isoladas tem constituído um empecilho ao desenvolvimento de novos setores da economia nacional, em virtude dos “déficits” acarretados e das quebras previsíveis.

O corporativismo integralista não pode esquecer essa observação fundamental. Deve ser plástico, adaptável a cada região, variável dentro de um sistema unitário pelos fins e não pelas formas.

É deste ponto que devemos partir para a apreciação do Federalismo Corporativo necessário ao Brasil
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1) Nota do Autor em 1983: Quando escrevi este estudo, não podia prever que iria acontecer exatamente o contrário, com o fascismo reduzido ao endeusamento do Estado totalitário e militarista.
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Publicado originalmente na Revista Panorama, Ano I, Abril-Maio de 1936, nº 6, página 11 e seguintes.


REALE, Miguel. Obras Políticas (1ª Fase – 1931/1937). Volume III. Brasília: UnB, 1983; transcrito da pagina 223 até 233.

sábado, dezembro 27, 2008

FÓRUM INTEGRALISTA RIO 2009.

Brasileiros!
Em 2009 serão realizados dois Fóruns no Brasil: O Fórum Social Mundial e o Fórum Integralista Rio 2009. O primeiro - uma reunião onde estrangeiros e Brasileiros apátridas simularão um discurso de dissidência à Globalização, trata-se de oposição consentida ao Capitalismo Financeiro Internacional -, terá ampla cobertura de toda a Imprensa, Nacional e Internacional; o segundo, o Fórum Integralista Rio 2009, não terá qualquer cobertura jornalística, exceto por alguma ocasional notícula, invariavelmente caluniando o Integralismo, como é praxe. Todavia, se o Fórum Integralista não é financiado pelo Banqueirismo Internacional, se o Fórum Integralista não terá a presença de milhares de assalariados de Ongs, se o Fórum Integralista não terá uma linha benévola do Jornalismo, o Fórum Integralista terá em compensação algo muito mais precioso: VOCÊ! Sim, você, Brasileiro Consciente, que não se deixa levar e imbecilizar pelo lenga-lenga "politicamente correto". Você, Brasileiro Inteligente, que pensa com a própria cabeça, não aceitando que os meios de comunicação de massa ditem o que deve ser pensado. Você, Brasileiro Politizado, que crê na Verdadeira Liberdade e que recusa participar dessa pantomima, dessa farsa grotesca, que é a falsa liberdade com que o Liberalismo vem enganando os Povos. Você, Brasileiro Nacionalista, que recusa terminantemente o internacionalismo, seja o de direita (Capitalismo), seja o de esquerda (Marxismo). Sim, com a parcela esclarecida da População Brasileira pode contar o Fórum Integralista Rio 2009, enquanto o Fórum da burguesia podre só poderá dispor dos milhares de empregados das Ongs, mas, que serão exibidos na TV como milhares de participantes ‘voluntários’ vindos de todo o mundo...
Portanto, Brasileiro, seja você Integralista ou não, compareça ao Fórum Integralista Rio 2009, pois, sua participação é fundamental para traçarmos os Rumos de nossa Pátria. Mais uma vez, o Integralismo, reafirma o seu papel de Porta-Voz autêntico do Povo Brasileiro, e todos os que amam a Nação Brasileira não poderão deixar de trazer sua contribuição para a Construção do Brasil Grande que todos sonhamos.
Veja o Vídeo sobre o Fórum Integralista Rio 2009: http://www.integralismo.org.br/novo/?
Leia mais sobre o Fórum Integralista Rio 2009: http://www.integralismorio.org/rio2009/
Inscreva-se no Fórum Integralista Rio 2009: http://www.integralismorio.org/rio2009/inscricao.html
Quaisquer dúvidas sobre o Fórum Integralista Rio 2009, escrevam para: rio2009@integralismorio.org
Brasileiro, PARTICIPE!

Pelo Bem do Brasil!
Anauê!
Sérgio de Vasconcellos.

domingo, março 02, 2008

Nacionalismo Espiritualista

NACIONALISMO ESPIRITUALISTA*

José de Freitas Neules**
Há mais de 150 anos – precisamente em 1848, um dos maiores inimigos do gênero humano de todos os tempos, Karl Marx, conclamou os “proletários” de todo o mundo a se unirem para formar um exército que permitiria a um bando de aventureiros sem entranhas alcançar o poder Maximo, tornando-se os verdadeiros Donos do Mundo. Assim esse grupo de apátridas, já que detinha a maior parte do dinheiro e demais valores das nações, formando a Internacional Dourada com sua mão direita, organizou com a mão esquerda a Internacional Vermelha, arregimentando os justíssimos ressentimentos dos milhões de despossuídos. Desde então esses dois braços gigantescos e poderosos (a Internacional Vermelha e a Dourada) se tornaram uma tenaz, apertando todo o globo entre suas garras.
Hoje a Terra dá sinais claros de esgotamento diante da pressão formidável dessa tenaz. Sua ação teve o poder de senão destruir, pelo menos neutralizar todos os efeitos do nacionalismo - isto é, as características próprias de cada povo que lhe dão seu encanto e personalidade peculiares, para reduzi-los a uma uniformidade chata, neurótica e impessoal. É o verdadeiro Mundialismo o fruto do internacionalismo comunista e do globalismo neoliberal, as duas faces da mesma moeda.
Este processo começou pela integração econômica, o padrão ouro, o dólar como moeda mundial, etc. para os bons observadores ele se patenteou já no famoso “Crack” de 1929 da Bolsa de Wall Street, quando todas ou quase todas as economias do mundo se ressentiram. Pois é o caso de se perguntar: que tem que ver os cafeicultores do Brasil, os metalúrgicos da Alemanha e os vinhateiros da Grécia com acesso de histeria coletiva em New York? Nada? Tudo! Prova é que a miséria se generalizou. Provando a unidade econômica do mundo. E o pior é que todo esse processo se traduz num encarecimento da vida: que pode ser lento ou quase imperceptível como nos países “desenvolvidos” ou rápido e até explosivo nas economias inflacionadas. Mas é sempre inexorável. Haja vista a implantação do “Real” em 1994: a transformação dos salários de cruzeiros em reais diante da mesma transformação dos pedaços significaria uma inflação (se os técnicos tivessem se atrevido a medi-la) absolutamente fantástica.
E para quem acha a integração do mundo na economia ruim, há algo muito pior: a integração política. Tentada já em 1919 com a Liga das Nações, ela recebeu incremento total após 1945 com a ONU. Um parêntesis oportuno: em principio a idéia de um organismo super-estatal com poderes de “vigilância e regulamentação” pode parecer até interessante. Mas quais são seus frutos? Ingerência indevida na vida particular dos países em favor do grupelho apátridas super-poderosos, os Donos do Mundo, é só o começo.
Hoje em dia o controle político e mundial já é tão evidente quanto econômico. Quando uma política de genocídio é aplicada com impassibilidade cientifica contra o Iraque desde 1991; quando em plena Europa, o continente mais civilizado e com as personalidades nacionais mais definidas o mesmo tenta contra a Sérvia, ex-Iugoslávia.
E o fato de que toda essa “estratégia” tenha como executantes os pilotos da USAF – profissionais frios que para se eximirem de qualquer resquício de consciência mascam chicletes de maconha e cocaína enquanto despejam suas bombas sobre aldeias e cidades – prova apenas que os super-poderosos Donos do Mundo tem no povo ianque seus subordinados mais dóceis.
Como escapar ao estrangulamento final pelas tenazes dos Donos do Mundo? A única força que resta e que eles não podem dominar é o Espírito, onde se resguarda o valor intrínseco de cada Nacionalidade. Espírito de Identidade Nacional: eis as armas que podem arrebentar as garras aduncas do Imperialismo Vermelho e do Dourado e trazer ao mundo a paz e a harmonia há tanto tempo perdidas.
E para concretizar não falta inspiração, pois neste mesmo século XX que ora termina, existiram milhares de vultos augustos que traçaram o caminho da regeneração nacional via espiritualismo. São eles aqueles Nomes Imortais que após deixarem sua marca entre nós retiram-se ao outro lado da vida, onde bem próximos de Deus permanecem (na linda expressão do Poeta espanhol) “De sentinela às estrelas”: Plínio Salgado; José Antonio Primo de Rivera; Corneliu Codreanu; Leon Degrelle; etc, etc...
* Publicado originalmente no mensário militar “Ombro a Ombro”, do Rio de Janeiro.
** Jornalista – São Paulo – SP.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Esquerda: Um Discurso Copiado?

Esquerda: Um Discurso Copiado?
Leonardo Matos*
Se analisarmos as propostas esquerdistas, é fácil notar que os comunistas atuais roubam as idéias Integralistas vendendo-as como se fossem deles.
Nossos ideais Integralistas são de fácil aceitação popular, dado o seu realismo e coerência históricos e, a medida que a esquerda apresenta essas idéias como dela, aumenta sua popularidade as custas de nosso pensamento.
Um exemplo: Programa de Lula elaborado em 2001-2002.
"... com o objetivo de promover a mais ampla reforma na legislação trabalhista, o governo convocará todas as entidades sindicais representativas dos trabalhadores e empregadores a constituírem um Fórum Nacional do Trabalho, estruturado de forma triparte. Sua finalidade imediata será a de preparar, democraticamente, as propostas de alteração da legislação atual...".
Manifesto Integralista de 2001, baseado no Manifesto de outubro de 1932.
"A questão da representatividade poderá ser viabilizada pelas classes profissionais organizadas e que lutem pelos interesses inerentes a cada uma delas, elaborando projetos em suas respectivas câmaras que seriam remetidos às câmaras políticas competentes.
“O Integralismo, que agora se reorganiza em todo o País, lutará pela implantação da Democracia Orgânica, como Regime Corporativo que será regime aberto ao debate, ao diálogo, não permitindo qualquer tipo de repressão à livre manifestação do pensamento".
O sistema sindical de representatividade dos trabalhadores é o nosso Corporativismo com algumas maquiagens esquerdistas.
Sindicato é um grupo organizado de trabalhadores de uma determinada profissão que debatem junto com a nação os interesses de sua classe.
Ora! Plínio Salgado já preconizava esse sistema de representatividade trabalhista desde a década de 30, enquanto a esquerda ainda mostrava sua verdadeira face totalitária e opressora!
* Σ – São Paulo – SP.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Esquerda e Direita

Esquerda e Direita.
G. H. J. Ferreira*
A questão sobre a polarização da política é complexa.A própria definição do que seria esquerda e o que seria direita é algo até hoje pouco esclarecido.Sugiro a leitura do texto “Esquerdas e Direitas” de Plínio Salgado.
O importante é lembrar que os comunistas tm um discurso teórico que nada tem a ver com o seu comportamento prático. Na ideologia política marxista, (materialista, economicista e evolucionista) a única ética está em conquistar o poder, sendo lícito se utilizar de qualquer meio possível para implantar a tal ditadura do proletariado. Eles para isso criticam tudo e todos, como se tivessem alguma fórmula mágica de resolver todas as questões. São tão demagogos ou mais que os liberais, utilizam seus cargos públicos para conseguir emprego para os "companheiros", fazem das verbas públicas mercadoria para aliciar outros políticos, não podem tocar na questão da violência porque não querem prender o "peixe pequeno" e, como sabem que não podem chegar até os grandes então deixam como está para ver como é que fica. São tão anti-nacionalistas como os liberais, essa campanha contra a globalização é puro jogo de cena para conquistar votos. A doutrina comunista tem seu grande pilar no internacionalismo (proletários do mundo uni-vos), o nosso governo está cheio de ex(?)comunistas (FHC já foi candidato a senador apoiado pelo PCB), o Serra (já foi lider da UNE, exilado no regime Militar), etc...Mesmo não pertencendo hoje a um partido dito de esquerda o vício mental do marxismo ainda os acompanha.
Mais uma nota interessante é observar de onde vêm esses pretensos defensores dos operários, pode-se contar nos dedos quem entre eles já trabalhou, ainda mais
trabalho operário. Os comunistas também são elite (intelectual e muitas vezes financeira), para se ter uma idéia o primeiro grande historiador marxista do Brasil, Caio Prado Junior, era da tradicional família Prado, donos de vastos plantios de café em São Paulo. Essa ladainha de que o Estado é o orgão máximo, não resiste a uma análise mais aprofundada. É uma explicação simplista de um fenômeno que é muito mais profundo. Trilhando essa linha de raciocínio (que todos os nossos governantes eram corruptos, que a nossa elite era vendida/burra, que os EUA nos escravizaram) iremos acabar por legitimar a nossa baixa estima, pois somando todos esses fatores sem analisar de fato seu conteúdo vamos chegar a conclusão que somos um povo inepto, que não teve capacidade de projetar o seu rumo histórico como povo livre e soberano. O que, adianto, está longe de ser verdade.
Por essas e por outras razões lutamos contra essa canalha. Indiscutivelmente, o que aparece por ai como direita, os ACM, Maluf, Quércia (esse último aliado do PT em São Paulo), merece também o nosso repúdio.
Temos que partir da doutrina produzida pelos ícones da nossa história para moldar um Brasil grande.Lembrando sempre que sem sacrifícios não há amadurecimento.
O simples fato dos comunistas de agora disputarem eleições, se mobilizarem em partidos políticos ditos "democráticos", não elimina a tese da revolução"proletária". Devemos lembrar que a tática comunista sempre foi a de utilizar todas as frentes em seu proveito. Veja que enquanto eles acenam como democratas para a mídia com seus partidecos, eles mantêm uma extensa rede de terrorismo e aliciamento espalhada pelo país (os MST's da vida, as Ligas operários/camponesa, as cebs, Une, ubes, entre outras). É necessário se informar mais sobre a doutrina dos vermelhos para poder analisar melhor esse momento.
O marxismo, como já frisei antes, é um vício mental, portanto não é algo fácil de se livrar. E, em especial, para os comunistas é como uma religião, na qual o Manifesto Comunista funciona como evangelho prático: seu apelo à união dos proletários, soa como convocação da fraternidade humana, que vem das plagas nazarenas. Nem por menos, muitos honestos católicos estão já identificando a bandeira vermelha como a cor do sangue de Cristo. A confusão é fácil por que o marxismo pertence ao grupo das religiões de salvação, como o orfismo, o pitagorismo, o mitraísmo, e o Cristianismo, do qual é uma degenerescência. Degenerescência porque, o que se trata de salvar, no marxismo, não é o indivíduo humano, nem o grupo de indivíduos, nem a soma geral de indivíduos. O marxismo quer salvar o homem em geral. Nada tem a ver com o destino, o sofrimento e a morte dos indivíduos, que lhe são indiferentes, como o acessório é indiferente ao essencial. Pouco lhe interessaria até mesmo que houvesse uma ordem utópica em que todos os indivíduos fossem igualmente ricos. O que ele quer é abolir a pessoa para que a "humanidade" se reintegre em si mesma: este é o postulado intimo de sua filosofia. É um credo de salvação que se dirige vagamente a todos, ao coletivo, ao abstrato, às classes, à humanidade, ao futuro, e nunca a pessoa concreta.
O crime organizado, no Brasil, foi uma cria dos comunistas nos anos do regime militar e até antes, no Estado Novo, em que os comunas deram aulas gratuitas de guerrilha para os seus vizinhos de cela, lembrando é claro que para eles isso fazia parte do rumo ao poder, visto que um Estado na qual o crime predomina é um Estado fadado ao fracasso. O crime organizado não é um tipo de atividade que se origina da situação de pobreza. É coisa de marginal profissional que deve ser punido com todo o rigor da lei, e se possível com leis ainda mais rígidas. É sempre bom lembrar o exemplo recente do traficante Beiramar que foi "patrocinado" por um comunista riquinho para aprender táticas de guerrilha em Cuba.
O Integralismo, um nacionalismo legítimo, jamais pode se misturar com o comunismo porque é Cristão, tem suas raízes no espiritualismo, é uma doutrina que preza e defende nossas raízes históricas, nossas mais profundas tradições, e o comunismo é materialista convicto, achando que Deus é o ópio do povo, tendo a visão histórica do Brasil como se este fosse o "quinto dos infernos". Não dá nem para pensar a proximidade do comunismo conosco.
* Σ - Belo Horizonte – MG.

Integralismo e Nacionalismo

Integralismo e Nacionalismo.
Cleiton Oliveira*
Ninguém é dono do nacionalismo brasileiro, pois entendo que nacionalismo além de ser um conceito é, acima de tudo, um sentimento, um princípio – que se nasce com ele, ou se aprende a ter, ou então, como se explicaria um grande número de jovens verdadeiramente nacionalistas em um meio tão impropício para que apareça este principio? E dentro da “escola” nacionalista brasileira, inegavelmente, o Integralismo é a expressão máxima, não tenho dúvida.
O Integralismo é coerentemente a expressão do nacionalismo brasileiro. E sendo coerentemente brasileiro, não pode estar de acordo com muitos “nacionalistas” que estão muito mais para nacionalistas alemães, ou italianos, e por ai afora. Não é que estou contra esta ou aquela vertente nacionalista, deste ou daquele país. Dês que fiquem estritos as suas fronteiras, e defendam seus princípios internos – logo, externos a nós – não tenho restrições.
Quanto ao propósito do nacionalismo, ele deve ser mais AFIRMATIVO, e não uma mera referencia para todos aqueles que são anti-comunistas, anti-liberais, etc. Corroboro minha argumentação com as palavras de Miguel Reale, tratando de outro assunto, mas que nos cabe aqui:
“Há movimentos políticos que só apresentam valores negativos. São movimentos de homens congregados a fim de combater este ou aquele princípio, destruir esta ou aquela ordem de idéias ou de realidades.
“Neles nada encontramos de criador. Seu único objetivo é negar. Na negação reside toda a sua finalidade. Não afirmam, não traçam diretrizes, não aconselham rumos, não estabelecem soluções. Nem os preocupa o que deverá vir depois da destruição. Seus adeptos entusiasmam-se tão-somente com a luta demolidora. Seus dirigentes, levados pela ambição ou pelo ódio, esquecem-se desta profunda advertência que nos vem do fundo dos séculos: – ‘Quem não possui um plano sólido de reedificação, quem não tem capacidade suficiente para orientar a massa popular e dirigi-la no sentido de um ideal ético, não tem o direito de acender no coração do povo o facho da Revolução’.” (REALE, Miguel, “Atualidades Brasileiras”, 2ª edição – Editora Universidade de Brasília – 1983 – pág. 73. “Obras Políticas” – Tomo III)
A revolução do nacionalismo brasileiro é o Integralismo, pois, engloba não só o patriotismo dos militares e o nacionalismo político/eleitoreiro de alguns partidos, mas, ultrapassa-os em significado e finalidade.
* Σ – Historiador - Goiânia - Goiás.