domingo, junho 23, 2013

O VOTO POLI-CORPORATIVO

Baruch BenTzion*

A HORA é esta, a   de apresentarmos a ÚNICA, a mais rápida e eficiente forma de uma MUDANÇA para este País: O VOTO “POLI-CORPORATIVO”, DISTRITAL, APARTIDÁRIO E NÃO OBRIGATÓRIO!
Somente com esse sistema, podermos fazer valer  a um Deputado,  faze-lo REPRESENTAR aos seus eleitores, na sua Corporação, e com isto RESTAURARMOS antigas instituições, porém, actualizadas, como os IAPBs, IAPTECs..., e ELIMINARMOS cargos  Ineficazes e meramente politiqueiros, como o de VEREADOR, onde esse “Espaço” seria ocupado pelas ASSOCIAÇÕES DE MORADORES, que hoje não tem força e poder algum! O que é um ABSURDO !
ELIMINEMOS O VOTO “SARAIVA”! (O  candidato recebe aquela saraivada de votos de todos os cantos e setores e acaba por não representar povo algum!)
O  VOTO POLI-CORPORATIVO, DISTRITAL, APARTIDÁRIO E  NÃO OBRIGATÓRIO, é a ÚNICA forma de eliminarmos os LOBISTAS nos congressos e parlamentos, os aumentos irresponsáveis de Impostos, criações de taxas e tarifas e o desperdício público e esse FESTIVAL de cargos Comissionados de ASPONES, Mordomias, etc.

NAS REDES SOCIAIS PROPAGUEM ISSO! A HORA É ESTA!

E pelos “PLEBICITOS  a cada 10 anos sobre o SISTEMA de governo: República Presidencialista (desgraça actual), a República Parlamentarista e ou a Restauração da “DIFAMADA” Monarquia, que seria o calo no Sapato dos Meta-Liberais-Capitalistas-Globalistas-Apátridas-Internacionalistas e aos seus “idiotas úteis”, os Esquerdistas que, sem querer e saber, TRABALHAM ferozmente para esses últimos e por isso são chamados as gargalhadas de “IDIOTAS ÚTEIS", os militantes  e eleitores de “esquerda”!


AVANTE! KADIMAH!
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* ∑. Rio de Janeiro - RJ

quarta-feira, junho 05, 2013

DECÁLOGO CÍVICO

Lara Vilela

1 - Coloca Deus e o Brasil no coração.

2 - Conserva a consciência livre de ódio e, ao mesmo tempo, cheia de amor à Pátria.

3 - Obedece às autoridades constituídas, visando ao bem nacional.

4 - Sê amigo da ordem e da disciplina.

5 - Honra o nome de teus pais, tornando-te digno de ti e de tua geração.

6 - Fala pouco, pensa refletidamente e, em seguida, age com retidão.

7 - Repele o boato que tumultua, apavora e desapega.

8 Sê intransigente na defesa da verdade, fugindo da injustiça.

9 - Vigia e, sempre que puderes, reza pelo Brasil e pela Humanidade.

10 Fita os  olhos no alto, onde habita a perfeição e olha para a frente, onde te espera a vitória.




sábado, abril 27, 2013

LOS 12 PRINCIPIOS DE “EL INTEGRALISMO”


Traducción: Rigoberto Pinilla Conde.

Existen muchos ciudadanos que combaten El Integralismo sin conocerlo.
Algunos de mala fe, otros por ignorancia.
Para estos, aquí van algunas tesis defendidas por El Integralismo. Estamos correctos de que la lectura del que abajo va escrito llevará muchos patricios bien intencionados a los documentos fundamentales de la doctrina creada por Plínio Salgado, transformándolos, dentro en poco, en “ Nuevos Defensores de la Trilogía “¡ DIOS, PATRIA y FAMILIA !”.
Por lo tanto:
1. El Integralismo Exige que la juventud no se entregue a los placeres materiales, pero dignifique su Patria en el trabajo, en el estudio, en el perfeccionamiento moral, intelectual y físico;
2. El Integralismo No concede el derecho de denominarse “Revolucionarios” aquellos que revelen incultura y simples temperamento de aventureros o de insubordinados;
3. El Integralismo Declara verdaderos héroes de la Patria:
Los jefes de familia, celosos y honestos;
Los maestros;
Los humildes de todas las labores,
De las Industrias y
Del Campesinado,
Que realizan por el espíritu, por el cerebro, por el corazón y por los brazos, la prosperidad y grandeza de la Nación;
4. El Integralismo Considera enemigos de la Patria todos los que amen más los sofismas, las sutilezas filosóficas y jurídicas del que La Nación,
Al punto de sobreponerlos a los intereses nacionales;
Los que sean cómodos;
Perezosos mentales;
Vanidosos;
Ostentadores del lujo y la opulencia;
Opresores de humildes,
Indiferentes para con los ciudadanos de valor moral o mental;
Los que no amen sus familias;
Los que prediquen doctrinas adelgazadoras de la vitalidad nacional;
Los escépticos;
Los irónicos.
5. El Integralismo Quiere la Nación unida, fuerte, próspera, feliz, expresándose en el lineamento del Estado, con superior finalidad humana.
6. El Integralismo No pretende erigir el Estado en fetiche, como el Marxismo; ni tampoco reducirlo a un títere, como el liberalismo. Al contrario de uno y de otro, quiere el Estado vivo, identificado con los intereses de la Nación que él representa.
7. El Integralismo No admite que ningún Estado se superponga a la Nación o pretenda dominar políticamente los otros. No admite que el regionalismo exagerado y disociador se desarrolle en cualquier punto del territorio de la Patria.
8. El Integralismo, Por la constante acción doctrinaria y apostolado, no permite que los demagogos incultos o de mala fe exploren la ingenuidad de las turbas, mucho menos que la prensa subordine su directriz a intereses de argentarios o poderosos en detrimento de la Nación.
9. El Integralismo Dá un altísimo relieve a los Pensadores, Filósofos, Científicos, Artistas, Técnicos, proclamándolos supremos guías de la Nación.
10. El Integralismo Quiere la valorización de las corporaciones de clase, como se hacía en la Edad Media, donde los grupos de individuos eran valorados.
11. El Integralismo Quiere acabar, de un golpe para siempre, con las guerras civiles, las mazorcas, las conspiraciones, los odios, los despechos, uniendo todos los ciudadanos en el alto propósito de realizar una Nación capaz de imponerse al respeto en el Exterior.
12. El Integralismo No es un partido,
¡ Es un Movimiento. !
¡ ES una actitud Nacionalista. !
¡ ES un Despertar de Conciencias. !
¡ ES la marcha gloriosa de un Pueblo. !
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terça-feira, abril 16, 2013

As duas faces de Satanás


As duas faces de Satanás

Plínio Salgado

O comunismo não é uma causa: é um sintoma. O mal não é o comunismo em si, porém as causas que geram o comunismo.

 O comunismo, por consequência, não se acaba com violências, com opressões e fuzilamentos; acaba-se com a extinção das fontes de onde provém.

É preciso encararmos o comunismo sob os dois aspectos pelos quais ele se apresenta: o intelectual e o moral.

Sob o ponto de vista intelectual, o comunismo só pode ser combatido, eficientemente, pela crítica, pelas ideias, no livro, na tribuna, na imprensa. Sob o ponto de vista moral, o comunismo só pode ser combatido pelas medidas que melhorem as condições de existência do povo e pelos exemplos de virtude.

Tanto o estado de espírito do intelectual como o estado de espírito do inculto, porém, sentimental, só podem ser substituídos por uma nova concepção da vida.

Será, porém, inútil, tanto a ação do pensamento como a ação do sentimento, se ela não for prestigiada pelo exemplo.

Estancar as fontes geradoras do comunismo --- eis o nosso trabalho.

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Onde estão as fontes do comunismo?

No materialismo burguês.

Com que autoridade um materialista pode declarar-se inimigo do comunismo?

Sua atitude reacionária só consegue irritar ainda mais os humildes, os infelizes, os pobres. Seu ódio anima o ódio dos contaminados pelo bolchevismo. Seus impulsos violentos não fazem mais do que acender mais ao vivo as cóleras da multidão.

É muito comum hoje em dia escutar-se um burguês dizer: “Qual nada! O que o Governo devia fazer era fuzilar logo esses comunistas!”.

A gente olha para o burguês. Está bem vestido, com o charuto na boca, acaba de descer o elevador do Jockey Club, onde levou duas horas almoçando num restaurante elegante. É casado. Daqui a pouco, vai ter um encontro com uma mulher que não é a sua, no “hall” do Palace. Esta manhã esteve na praia, seminu - dando pasto aos olhos nas arredondadas formas das frineias familiares que, por sua vez, não perdem a Missa, mas acham natural o nudismo -, fazendo conquistas baratas. O burguês tem uma renda farta. Vive à tripa forra. Sabe de numerosos casos de adultérios e conquistas, e distrai-se também no esporte dos galanteios reles. E tem muita raiva aos comunistas. “Oh!” – exclama horrorizado – “O Governo devia fuzilar essa caterva!”.

Nosso homem vota um desprezo profundo pelos humildes. Essa gente, para ele, não passa de animais que cheiram a cebola e a suor. Grita com os inferiores, maltrata os que estão por baixo de sua imensa categoria. Detesta o convívio dos homenzinhos, da gentinha, dos estudantes pobres, dos caixeiros, dos suados operários e camponeses, do soldado heroico que, afinal, mantém a ordem em que o burguês floresce, daqueles que guardam a sua casa, como cães de fila. Caçoa do brasileiro do sertão, que trabalha para sustentar o luxo das capitais. E, quando esse nédio burguês ouve falar em comunismo, logo diz: “Basta a polícia! É meter-lhes as patas de cavalo, é varrê-los a metralhadora”.

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Não: O comunismo não se combate assim. O burguês está enganado. Já se enganou desse modo na Espanha; está se enganado na França, como está se enganando no Brasil.

O comunismo é apenas um sintoma do materialismo grosseiro de que o burguês é a fonte originária.

O operário não quer mais acreditar em Deus? Mas quem foi que ensinou o operário a negar a Deus? Foi o burguês. O burguês que acha muito boa a religião para os velhos, os proletários, as crianças e as mulheres.

O nédio burguês usufrutuário da ordem é ateu, não respeita a sacralidade da família, nem liga importância à ideia de Pátria. Leva uma vida de macaco, só pensando em prazeres, com o nariz a cheirar rabos de saia. As suas preocupações dominantes são o alfaiate, a garçonnière, o clube, o pano verde, a esperteza nos negócios, as paixões criminosas.

Convém, para ele, que o operário seja religioso porque assim não incomoda com rebeliões e desesperos. Convém que a esposa também o seja, porque assim se conforma com as suas ridículas atitudes de galo velho ou leão da Avenida. Convém que as crianças também o sejam, para não darem trabalho com desobediências.

É assim o burguês. Para ele a Pátria é uma coisa boa, porque a Pátria para ele não são os milhões de Brasileiros que sofrem, de compatriotas solidários na comunidade das tradições e aspirações nacionais, porém, os soldados que lhe vigiam a casa, os policiais, os agentes de segurança, investigadores e metralhadoras, que fazem o sono tranquilo na doçura dos lençóis de cambraia. Isso é que é a Pátria, a Nação, para ele. Ele não serve a Pátria, é a Pátria quem o serve. A Nação é um guarda-noturno que lhe lambe as gorjetas pela via dos impostos para as festas abandeiradas, com hinos e salvas de peça. Não a defende, pois. Deixa essa incumbência ao Exército, à Polícia, ao Governo. “Para isso pago os impostos”, diz – e não dá um passo.

No íntimo, o burguês materialista está convencido de que o Governo e as Forças Armadas existem para que ele, em plena segurança, possa conquistar e desonrar a filha do  operário; possa mudar de mulher como quem troca de camisa; possa refestelar-se no seu pijama de seda; possa atropelar com seu automóvel o mísero velhinho ou a inocente criança que tiveram a petulância de atravessar em frente da sua máquina possante e reluzente. Mas, se abre a boca para expender ideias, esse miserável tipo do século XX propõe sempre o combate ao comunismo. Lá no fundo de seu coração empedernido, ele pensa que o Governo, o Chefe de Polícia, os militares, os camisas verdes, devem ser seus capangas, seus criados dóceis.

Estão muito enganados, os burgueses. O que nós, Integralistas, combatemos, em primeiro lugar, combatemos, é o materialismo, o sensualismo, a grosseria dos sentimentos, o domínio dos instintos. Sem combater isso, como conseguiremos combater o comunismo?

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Pois se o operário olha para o burguês e vê que ele, em todas as suas atitudes, proclama que a vida do homem acaba neste mundo; e se o burguês – para o operário – é o homem que sabe, que leu, que estudou; e se é com ele que o operário aprende, - é lógico que o operário fique sendo materialista, e deseje também ser um bruto, um gozador, e como não tem recursos adere a uma doutrina que lhe diz: “O céu e o inferno são aqui mesmo, tratemos pois de gozar a vida!”

A filha do operário, que se prostitui levada no carro elegante do burguesote, foi seduzida primeiro pelo luxo da burguesinha e pela opulência da burguesona. Os homens brutais, que premeditam o assalto às famílias para saciar a sua lascívia, não fazem mais do que imitar de modo violento o rico homem que assaltou habilidosamente a casa do pobre, roubando-lhe a mulher ou desencaminhando-lhe a filha.

É que o proletário é uma obra do burguês. O pobre faz-se à imagem e semelhança do rico. Depois, a criatura revolta-se contra o seu próprio criador; nada mais lógico, porque o burguês também se revoltou contra Deus.

O burguês é violento? O operário também o será. O burguês é lascivo? O operário copiar-lhe-á a vida. O burguês é comodista, indiferente à Pátria? O operário também afirmará que a Pátria é o estômago.

O burguês é cosmopolita? O operário é internacionalista. No fundo são a mesma coisa.

Se o comunista prega o amor livre, o burguês, de há muito vive em poligamia. Se o comunismo prega a destruição das religiões, o burguês, de há muito, está caçoando de todas as religiões.

O comunismo quer matar, trucidar? Mas, o burguês também exige fuzilamentos e ceva-se no ódio político.

As massas desordenadas não têm pena das famílias  dos burgueses? Os burgueses terão pena das famílias infelizes, paupérrimas, deste país?

É preciso dizer, tanto ao rico como ao pobre, esta palavra dura, que irrita e queima, que desvenda, porém, os segredos das desgraças atuais em todo Orbe terrestre:

- Homens, abrandai vosso coração de pedra, aplacai os vossos instintos, erguei vosso pensamento para Deus, porque estais loucos!

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Satanás afivela sempre duas máscaras: a máscara da dor e a máscara do prazer.

Quando o homem sofre, Satanás é a revolta, o desespero; quando o homem goza, Satanás é a voluptuosidade, a luxúria.

Satanás veste os andrajos da miséria para sacudir os punhos fechados na saudação bolchevista.

Porém Satanás veste seda e enfeita-se de jóias para sorrir com indiferença e desprezo sobre o sofrimento dos humildes.

Satanás é o comunista que assassina e massacra. E Satanás é também o homem rico e feliz que nada faz para evitar a morte de multidões de pobres, mal alimentados e desamparados de qualquer conforto físico ou espiritual.

Satanás é a revolta das hetairas nos prostíbulos. E é também a alegria triunfante dos flirts adulterinos nas rodas da elegância.

Satanás é a indiferença, o comodismo, o ceticismo, a negação, a ruína de uma Pátria.

E se lestes ou ouvistes estas minhas palavras, o vosso crime é dobrado, pois não podereis alegar ao supremo Julgador das vossas ações que não apareceu alguém que vos lançasse, por vos amar, e muito, verdades ao vosso rosto.

Satanás apoderou-se de vós, burgueses, como se apoderou de muitos proletários. Entrou nas oficinas, mas fábricas, nos campos, nas casas humildes dos bairros tristes, levantando o pendão do ódio; mas antes disso já havia entrado e brilhado nos vossos salões, semeando frases elegantes e costumes fáceis.

Urge que vos transformeis, homens do meu tempo, ricos  e pobres.

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Na Família, pela Pátria, para Deus.

Mas, que estas palavras não sejam apenas palavras. Que estas palavras sejam sacrifício e realidade profunda dos corações e das almas. Eis a grande, a única batalha contra o comunismo.

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(Este Texto foi publicado originalmente como um Artigo em "A Offensiva", em 1935, tendo sido reproduzido em diversos outros Periódicos Integralistas e não-Integralistas, bem como em edições avulsas. Posteriormente foi incorporado como primeiro Capítulo de "Páginas de Combate" (1937) e incluído nas antologias "Madrugada do Espírito" e "O Pensamento Revolucionário de Plínio Salgado". Existem diversas versões parciais de "As duas faces de Satanás" na Internet.)

domingo, abril 07, 2013

COMO NACIÓ EL INTEGRALISMO


Plínio Salgado.
Traducción: Rigoberto Pinilla Conde*

El día 24 de febrero de 1932 amaneció en São Paulo con una gran agitación popular.

Conmemorando la Constitución de 1891 se realizaba unos comicios monstruo, bien indicativo de la revolución constitucionalista que se produciría el Nueve de Julio de aquel año.

En el momento en que la enorme masa popular se comprimía en la plaza de la Sé, un grupo de intelectuales e idealistas se reunía en la redacción del matutino “ La Razón ”, en la Calle José Bonifácio.

De ese periódico de propiedad de Alfredo Egidio de Souza Araña, era yo redactor principal, teniendo como compañeros de redacción: Santiago Dantas, Gabriel de Barros, Mario Graciotti, Alpinolo Lopes Casali, Nuto Sant’Ana, Leopoldo Sant’Ana, Nóbrega Siqueira, Silveira Peixoto y otros de la nueva generación.

Hacía un año que yo publicaba, sin firma, la “ Nota Política ”, dos columnas en que diariamente analizaba la situación del país y ponía en evidencia los pensadores hasta entonces olvidados, entre ellos Alberto Torres, Farias Brito, Euclides da Cunha, Oliveira Lima, Joaquim Nabuco, Tavares Bastos, y rememoraba los hechos de la Monarquía y de la Republica, entre los cuales los mencionados por Afonso Celso (Ocho años de Parlamento) y Campos Sales (“De la propaganda a la presidencia”).

Los artículos iban formando adeptos en todo país, cumple destacar Helder Câmara y Jeovah Mota, en el Estado de Ceará; Petrônio Chaves, en el Estado de Río; Olbiano de Mello, en el Estado de Minas; Fairbanks, en el interior del Estado de São Paulo, y muchos otros.

En aquella mañana de 24 de febrero, organizamos La Sociedad de Estudios Políticos (SEP), constituida inicialmente por José Almeida Camargo, Mario Graciotti, Ataliba Nogueira, Alpinolo Lopes Casali, Antonio Toledo Piza, Iraci Igaiara, Mota Filho, Sebastião Pagano, Mario Zaroni, José Maria Machado, Leães Sobrinho, Carvalho Pinto, Arlindo Veiga de Santos, João de Oliveira Filho, y varios otros.
 
Las reuniones de la SEP comenzaron a realizarse en el “ Club Portugués ”, Avenida Sâo João, en la sala de armas de aquella sociedad.

En 23 de mayo se originó el violento movimiento popular contra la dictadura de Vargas.

En esa noche, por equivoco, fue castigado el periódico “ La Razón ”, por aconsejar al pueblo paulista a no levantarse en revolución, tan deseada por el Dictador, para tener oportunidad de aplastar São Paulo.

De mayo a julio, redacté el Manifiesto llamado después, “de Octubre”. Imprimí copias para distribuir entre los miembros de la SEP.

Fue cuando Mota Filho, que sabía de la evolución de los acontecimientos en São Paulo, me aconsejó a guardarlo para mejor oportunidad.

El nueve de julio, estallo la revolución paulista.

Esperé tres meses, hasta el epílogo de aquella tragedia. Las radios de la Dictadura anunciaban que se trataba de un movimiento separatista (Cínica mentira, pues se trataba de un Movimiento Armado a favor de la Constitucionalización del país) y con esto se fortaleció para destruir São Paulo, lo que siempre fué su deseo. La tres de Octubre, las fuerzas paulistas, cercadas por doquier, capitularon.

En cinco de aquel mes, mandé imprimir para distribución en todo el país, EL MANIFIESTO INTEGRALISTA, ya escrito en junio de1932.

Comenzó a ser enviado para todos los Estados, el día 7, fecha que fue consagrada como la inicial de la “ Acción Integralista Brasileña ”.

El llamado “Manifiesto de Octubre” causó gran repercusión en el país.

Despertaba los sentimientos Patrióticos y de Unidad Nacional.

Afirmaba de inicio, Una Convicción Espiritualista y Cristiana. Criticaba las Revoluciones Sin Doctrina.

Sostenía el principio tradicional De La Patria, consustancial en la expresión: “Dios, Patria y Familia”.

Examinaba el problema de la Federación y de los Municipios.

Se detenía en la Cuestión Social.

Debatía el asunto de las Razas, todas Iguales en la Formación de la Nacionalidad.

Combatía el Cosmopolitismo, como llaga destructora de las Estructuras Nacionales.

Concertaba la unión de los brasileños, de las Fuerzas Armadas y de la población civil, en la lucha contra el Comunismo y el Capitalismo Internacional.

Proponía la creación de un Estado en que todas las fuerzas nacionales se conjugasen con el alto objetivo de construir el gran Brasil.

* ∑. Santiago (Chile).

domingo, março 31, 2013

Capitalismo - Propriedade - Burguesia


Gustavo Barroso

A tática dos comunistas marxistas foi sempre estabelecer confusão entre as palavras - capitalismo, propriedade, burguesia, riqueza, capitalista, de significação diversa da que lhe emprestam, com o único fim de lançar as classes da Nação umas contra as outras e mais facilmente a destruir. 

O Integralismo precisa dar a essas palavras seu verdadeiro significado  e o Integralista deve sabe-lo.

Capitalismo não é a propriedade. Capitalismo é o regime em que o uso da propriedade se tornou abuso, porque cada indivíduo pode, se tiver dinheiro, especular no sentido de fraudar e oprimir os outros. Capitalismo é o regime em que o uso da propriedade se tornou desordenado, porque cada indivíduo pode agir à vontade e produzir sem se preocupar com as necessidades da coletividade, causando o desemprego, as falências, os salários ínfimos e a carestia da vida. Capitalismo é o regime em que um indivíduo ou um grupo de indivíduos pode açambarcar as propriedades por meio de trustes, cartéis ou monopólios. O Capitalismo, portanto, em última análise é um destruidor da propriedade.

A propriedade não deve e não pode ser suprimida. Deve e pode ser disciplinada. A propriedade é a projeção do homem no espaço, a garantia de sua velhice e a estabilidade de sua família. A propriedade é legítima quando provém do trabalho honesto e quando empregada no sentido do interesse nacional. Deve ser dada a todos quantos a mereçam sem distinção de classes. A propriedade obtida desonestamente não deve ser mantida. A propriedade empregada em sentido contrário ao interesse nacional deve ser posta nos seus verdadeiros termos. Por isso, o Integralismo só admite o direito de propriedade condicionado pelos deveres do proprietário.

Capitalista não é todo indivíduo que possui dinheiro. Há capitalistas produtores e benéficos como há capitalistas aproveitadores, especuladores, ociosos e indolentes. Há capitalistas chefes de empresa que trabalham mais do que qualquer dos seus operários. A palavra capitalista não tem o significado limitado e pejorativo que lhe emprestam de caso pensado os comunistas.

Burguesia não é uma classe, é um estado de espírito. Burguês é todo indivíduo que só pensa em si, que vive somente para si. Se for dono duma fábrica, não hesitará em atirar à miséria todos os seus operários para não diminuir um vintém de seus lucros. Só será pela união e pela paz social dos Brasileiros, se isso lhe der lucro. Só compreende a solidariedade nacional em seu proveito. Só pensa na miséria de seus compatriotas para fazer dela um degrau para subir. É um indivíduo nocivo.

O espírito burguês limita os horizontes aos interesses pessoais. Há grande número de operários, de sindicalistas e de agitadores comunistas que têm espírito burguês, como há muita gente da chamada burguesia que o não possui.

O que se deve combater não é a denominada classe burguesa, porém a casta que quer sozinha governar o país. O Integralismo é contra a luta de classes e, portanto, contra o domínio duma casta. O governo deve ser exercido por uma elite recrutada em todas as classes e formada pelo estudo, pela luta, pelo trabalho e pelo sacrifício. NUNCA PELO DINHEIRO!

A supremacia do dinheiro é ilegítima. A supremacia dos valores intelectuais e morais é legítima.

O Integralismo quer e organizará um governo legítimo.

BARROSO, Gustavo. O que o Integralista deve saber. 1. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1935; transcrito integralmente das páginas 135, 136 e 137.

Brasil – Eterna Colônia de Banqueiros?


Marcelo Silveira
*

No dia 18 de março de 2007, o Estado de São Paulo estampou na primeira página: 
“Gasto do governo triplica em 20 anos e trava crescimento".



Apenas alguns dias depois do anúncio do lucro recorde dos bancos no último ano, atingindo 22,9% do patrimônio líquido, num montante de R$ 33,4 bilhões, o maior jornal do Brasil responsabilizava o tamanho do Estado para o crescimento medíocre do país...


O argumento é parcial, circular e velho conhecido de todos que acompanham os
noticiários: tendo o Estado inflado pelos gastos com o funcionalismo ao lado de privilégios injustificados e demais despesas do setor público, o governo precisa tomar novosm empréstimos, aumentando mais ainda a dívida pública e pressionando os juros para cima. Devemos acrescentar que são estes os juros, por sua vez, que acabam por favorecer os mesmos bancos que, como em poucos países do mundo, desfrutam de liberdade incomum para remeter capital ao exterior.

Sendo verdade, por um lado, que ninguém em sã consciência pode negar a existência de favorecimentos escandalosos em certos setores do nosso funcionalismo; em relação à dívida pública brasileira, devemos retroagir um pouco, e notar que seu crescimento recorde deu-se após o embuste denominado Plano Real e durante toda era FHC.

A combinação nefasta de grandes aumentos na carga tributária e da dependência ao capital estrangeiro, somados com o maior programa de entrega de patrimônio público da história do Brasil envolvendo a venda – a preço de banana – de empresas públicas vitais para grupos alienígenas, não fez cumprir o objetivo a que alegadamente se destinavam: a redução da mesma dívida pública.

Na verdade, ao lado da destruição de boa parte do parque industrial de capital nacional com a abertura irrestrita dos mercados, a dívida líquida do setor público brasileiro aumentou de forma espantosa entre 94 e 2002, passando de cerca de 30% para quase 60% do PIB até 2003 e se mantendo em níveis acima de 50% até os dias atuais, comprometendo mais da metade do erário do Tesouro Nacional para sua manutenção.

Esse aumento demonstrou muito claramente que a justificativa para as privatizações, no sentido de se diminuir o tamanho do Estado para diminuir a dívida pública, sempre foi fraudulenta.

Tomemos como exemplo apenas o prejuízo ocasionado ao país pela doação da Companhia Vale do Rio Doce por 3,3 bilhões de dólares.

Costuma-se apontar os êxitos recentes da empresa e os seus indicadores positivos em defesa dessa privatização. E, de fato, apenas no primeiro trimestre do ano passado, a Vale atingiu um lucro que bateu a casa dos R$ 6,1 bilhões (quase o valor de venda em apenas três meses!), representando um crescimento de 19,5% em relação ao ano anterior e aumentando significativamente as exportações. Em outubro, a empresa adquiriu 75,66% do capital da mineradora canadense de níquel Inco, tornando-se a segunda maior mineradora do planeta, atrás apenas da anglo-australiana BHP Billiton.

Faz-se necessário notar, porém, que antes da privatização, o cenário internacional já apontava para um crescimento na demanda mundial por aço no setor da construção civil, possibilitando à Vale pressionar o mercado internacional por melhores preços. O mais importante, de qualquer maneira, é que com a transferência do controle para a iniciativa privada, os gigantescos lucros da empresa ficaram totalmente concentrados nas mãos dos acionistas (não por acaso banqueiros) e com isso as estratégias da mesma também foram revistas. Não podemos perder de vista que grande parte desse lucro vai parar em setores não produtivos, com remessa significativa para o exterior.

Além disso, enquanto antes, grande parte do lucro era aplicada no investimento interno, qualificação de empregados e desenvolvimento da sociedade brasileira; agora temos apenas o objetivo do lucro com uma ampla terceirização de quadros advindos em grande parte de consultorias estrangeiras.

Por fim, enquanto historicamente a CVRD sempre procurou agregar valor transformando minério de ferro em chapas de aço para carros, navios, ferrovias, aviões e etc, agora temos um retrocesso que se afigura no simples extrativismo para exportação. Ou seja, uma enorme quantidade minério tirada do nosso subsolo que poderia ser agregada e direcionada para a infra-estrutura do Brasil (como na urgente recuperação das nossas ferrovias e construção de novas, por exemplo), ou no caso do Nióbio (minério fundamental para a tecnologia aeroespacial e do qual somos detentores de nada menos que 98% das reservas mundiais), mas que acabam em sua maior parte saindo do país. Ou seja, simples espoliação dos recursos naturais dos brasileiros para garantir o lucro de alguns especuladores apátridas.

A propósito, a cúpula do governo Lula, que enquanto era “oposição” tanto criticou essa privatização, nada faz agora para revertê-la. Afinal, apesar das recentes bravatas do atual Ministro da Fazenda, Guido Mantega, a respeito dos abusos tarifários dos bancos, este governo permanece, como o anterior, totalmente subserviente aos verdadeiros donos do Brasil (e que continuarão sendo donos até que nosso povo acorde para a realidade).

Quem diz isso não são somente os integralistas, os caudilhos da “esquerda” da América Latina ou os marxista-leninistas jurássicos que ainda gritam caquéticos aos quatro ventos por aí. O fato foi ratificado por Olavo Setúbal, justamente o fundador do banco nacional que mais lucrou no último ano. Durante a última corrida presidencial, em entrevista do dia 13 de agosto do ano passado, ele afirmou à Folha de São Paulo: “Não tem diferença do ponto de vista do modelo econômico. Eu acho que a eleição do Lula ou do Alckmin é igual”.

O homem forte do Itaú que por sinal “previu” a reeleição do “conservador” presidente Lula, ainda fez questão, nessa ocasião, de reforçar sua visão malthusiana de mundo como um defensor radical do controle de natalidade no Brasil – já que as supostamente altas taxas de natalidade do país seriam as responsáveis pela atual explosão de violência e não a alta concentração de renda. Além disso, depois de ridicularizar a Igreja Católica e os valores cristãos, também defendeu o fim de nossas Forças Armadas, pois, segundo ele, a idéia do Brasil ter uma população grande e um Exército forte seria algo “superado”.

É curioso observar que, enquanto muitos se admiraram com a recepção calorosa do presidente ao seu antigo rival político, o ex-presidente Fernando Collor de Melo, a foto inicial deste artigo, exibindo Lula com olhar resignado, junto a Delfim Netto, é muito mais significativa e cheia de simbolismo.

O economista talvez seja a maior personificação de testa-de-ferro do banqueirismo existente no país. Não por acaso, ele foi durante muitos anos um dos repetidos candidatos oficiosos da FEBRABAN (da qual já recebeu verdadeiras fortunas em generosas doações eleitorais). O longo histórico de sua atuação nos altos escalões do governo sempre se deu no sentido de trabalhar para a manutenção do status quo do Brasil como eterna Colônia de Banqueiros. A troca de elogios entre ele e Lula demonstra, mais que mil palavras, o total embuste que sempre foi o PT (ou pelo menos
o embuste que tem sido já há muito tempo).

Talvez não haja uma síntese mais realista e contundente do que a feita pelo comunista e antigo militante, o professor Said Barbosa Dib, que colocou de forma muito clara e objetiva, como o PT pôde construir a máquina política que dirige hoje abandonando seus princípios iniciais já no final da década de 80:

“Descobrimos a ecologia, o ambientalismo, a relação Homem/Natureza e esquecemos as relações conflituosas entre Homem/Homem. Estávamos cansados de derrotas, precisávamos de novos paradigmas para a luta. Tornamo-nos gerenciadores, profissionais de ONGs, e descobrimos que o capital financeiro internacional não era tão ruim assim. A grana vinha do PNUD, do Banco Mundial, do FMI, do Consenso de Washington, ou seja, dos antigos Hippies dos Anos 60 que se tornaram os Yuppies dos 90. Pensamos que, provavelmente, tivessem mantido alguma lembrança revolucionária dos tempos das Jornadas de Paris, de Woodstock, etc.. Mas, não importávamos. O que importava era que os companheiros de Wall Street estavam dispostos a ajudar na nossa causa. E quando temos necessidades, qualquer ajuda é bem vinda. Assim, tornamo-nos onguistas. Um cabide de emprego para nossos militantes que não se podia desconsiderar. Passamos, assim, a ser considerados voluntariados, não mais revolucionários, esta visão arcaica e superada pelo rolo compressor da História”.

Colocando em pratos limpos, o Partido dos Trabalhadores como um todo não passou de uma ferramenta utilizada por escusas ONGS que, sob pretexto de ambientalismo e ecologia (tal qual o Greenpeace, o WWF, entre outras); têm por objetivo principal – embora camuflado – a internacionalização da Amazônia e a alienação de cerca de metade do território nacional junto com suas fabulosas riquezas naturais, para agências controladas pelos poderosos grupos oligárquicos internacionais e pelas nações hegemônicas que eles representam.

Fato é que hoje, ao lado de uma enorme promiscuidade desses “ecologistas” em nossos setores governamentais, existe uma injeção anual de capital do exterior no sentido de “preservar” a Amazônia brasileira – criando obstáculos para a realização de obras e projetos de infra-estrutura, por exemplo – que chega a superar o que é destinado para o mesmo fim pelos Estados que integram a região!

E afinal, o aumento da influência de certas ONGS ambientalistas no Brasil, em paralelo ao notório sucateamento das Forças Armadas do país, coincide exatamente com o ápice do poder político do PT e do partido da suposta “oposição”. Embora haja quem tente convencer a sociedade brasileira que não existe aqui uma enorme ameaça à nossa soberania, seja por má fé ou ingenuidade, sabemos que a realidade é bem diferente.  Diversas denúncias já foram feitas a respeito das motivações dessas organizações verdadeiramente criminosas, assim como, da verdadeira origem dos interesses em transformar as Forças Armadas do Brasil em mera força policial. Infelizmente, tais denúncias não recebem a divulgação que deveriam por parte da mídia de massa por motivos imagináveis.

E voltando à questão do crescimento pífio do Brasil, muito menor do que a média dos chamados países emergentes; e a eterna subserviência dos nossos governantes, aos banqueiros, que se repita o óbvio: se as despesas não-financeiras do Estado têm sido realmente um empecilho para o nosso desenvolvimento, muito mais danosas nos têm sido as despesas relativas à já citada dívida pública, aliada com as escorchantes taxas de juros aqui praticadas. É comum ouvirmos dizer que as taxas de juros têm que cair, para que o país possa crescer. Até Alberto Furuguem, ex-diretor do BC, afirmou recentemente que as taxas de juros no Brasil são um “pé no freio” para o crescimento. É uma pena que ele não tenha sido capaz de explicar o porquê disso ocorrer, já que não haveria, segundo ele, justificativa lógica ou plausível para juros tão altos.

Em contradição ao que tem sido ultimamente propagandeado, normalmente em noticiários de TV, dando à população a falsa percepção de que as taxas de juros caíram recentemente a um patamar aceitável, o mesmo Estado de São Paulo publicou um estudo que propõe uma queda maior nas taxas de juros reais, já que as mesmas permanecem muito acima da realidade econômica doméstica e das próprias expectativas internacionais (gráficos baseados em estudo realizados por Edmar Bacha do Instituto de Estudos de Política Econômica, Márcio Holland da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas e Fernando Gonçalves do Fundo Monetário Internacional):



Aliás, o mesmo estudo mostrou que a média das nossas taxas de juros reais tem sido, nos últimos dez anos, mais de quatro vezes superior a de outros 66 países analisados e cerca do dobro dos países com alto índice de investimentos diretos estrangeiros:



É espantoso então, notar que até economistas admoestados como Gustavo Loyola, ex-presidente do BC, e economistas ligados ao próprio FMI, já defendem uma queda mais radical nas taxa de juros no Brasil, enquanto aqueles que têm ocupado as equipes econômicas que permanecem levando o país para o abismo invariavelmente utilizam-se, ainda, de toda sorte de sofismas em defesa dessa política suicida: culpam a inflação, sendo que esta está oscilando um pouco acima da média mundial e, porém, temos as maiores taxas de juros do mundo (além destas estarem, como vimos, muito acima da média dos outros países).

Houve o momento em que a moda era culpar justamente o nível da dívida pública e o nível do déficit público brasileiro, o que também pode ser descartado levando em conta a existência de muitos países com maior déficit e dívidas públicas proporcionais, mas com taxas de juros bem
menores.

Finalmente, existem aqueles ainda mais cínicos, que têm o desplante de culpar a moratória do já longínquo ano de 1987. Mas esta última impostura também pode ser automaticamente descartada, notando que a Rússia, em 1998, e a Argentina, em 2001, empreenderam moratórias mais radicais e nem por isso aplicam taxas de juros sequer próximas das brasileiras.

Podemos voltar-nos, então, para uma explicação mais coerente e lógica.

Deve-se à continuidade dessas taxas de juros exorbitantes, que remuneram ativos de liquidez imediata, o fato de nossa dívida pública estar quase totalmente à mercê de uma minoria de banqueiros com influência desmedida nos círculos governamentais e, desta maneira, na condução da política econômica do país.

Obviamente que a culpa não é só dos banqueiros. Isto também ocorre porque uma grande parcela daqueles que têm assumido as áreas de gestão econômica no Brasil se corrompem muito facilmente (quando já não são indicados pelos seus próprios amigos banqueiros para os cargos que ocupam).

Falta patriotismo e falta honestidade.


Na verdade, também em decorrência de uma secular ausência de formação cultural da nossa gente, o que nos têm faltado são informação e discernimento para eleger nossos verdadeiros representantes. Obviamente, não queremos dizer com isso que nosso povo tenha menos capacidade que outros povos quando, muito pelo contrário, o integralismo sempre exaltou as virtudes do brasileiro. O que estamos dizendo é que nosso povo tem sido, por muitas décadas, enganado e mal orientado.


Em aspecto imediato, esse processo de desinformação também ocorre porque não temos uma imprensa decente e jornalistas não comprometidos com essa libertinagem para dizer toda verdade à população.

Paralelamente, a nossa mídia de massa, já há um bom tempo, além de inundar nossos lares com todo tipo de banalidades, tem se prestado de sobremaneira a promover o consumismo desenfreado, a destruição dos valores familiares, a sexualização precoce da adolescência e o homossexualismo como algo absolutamente “normal”.

E, afinal de contas, como essa mesma mídia de massa e seus veículos são controlados pela elite, podemos concluir que carecemos de uma elite comprometida com os interesses do país e não apenas com seus interesses pessoais. Preferem, sem qualquer tipo de idealismo, que o brasileiro e, em especial, nossa juventude, se mantenha tão afastada dos valores mais elevados e tão alienada das questões mais fundamentais para o futuro da nação que, conseqüentemente, viva apenas para ser uma escrava absoluta dos seus instintos mais baixos e dos seus anseios mais imediatos e fugazes.

É um verdadeiro ciclo vicioso, estendido a todos os setores da sociedade, que tem levado à decomposição e ao esfacelamento de qualquer conceito de “Pátria”.

Recentemente, o economista de orientação nacionalista, Paulo Nogueira Batista Jr., referiu-se, fazendo analogia à coluna de Quepo de Llano na Guerra Civil Espanhola, a uma verdadeira “Quinta- Coluna” que por aqui habita. Com justiça ele compara este fenômeno histórico ao que presenciamos de longa data no Brasil: um conhecido grupo de canalhas influentes no governo, no Congresso e nos meios de comunicação, criadores de poderosos lobbies que subordinam os mais sagrados interesses da Pátria a um tabuleiro de interesses em que sempre o setor financeiro – leia-se usurário e especulador – leva vantagem e sai ganhador.

De fato, são estes os mesmos que, com o intuito de sabotar sistematicamente o país, nos últimos anos têm comemorado a “globalização” e uma suposta decadência do conceito Estado-Nação. De forma subjacente, não raro temos ouvido ou lido na imprensa falada e escrita, comprometida com estes mesmos interesses, o argumento de que o nacionalismo seria algo “superado”, “ufanista” e “perverso”.

O que tem feito o governo do PT, senão rezar obedientemente essa mesma cartilha?

É bem verdade que a submissão dos nossos governantes à oligarquia financeira internacional, com grande prejuízo ao Brasil, é de um continuísmo secular. Não é novidade desde o Primeiro Império. O que mais nos entristece, no entanto, é perceber como o brasileiro permanece se deixando
enganar facilmente.

Quem é capaz de negar, sem cair em contradição, que toda aquela balela socialista e anti-imperialista foi enterrada já no primeiro mandato do governo petista?

Voltemos a maio de 2005, num momento de escândalos de corrupção aparecendo em todos os cantos da vida política nacional: a visita do secretário do Tesouro dos EUA, John Snow, e de altos representantes da finança global, foi prova cabal do total apoio de Washington à reeleição do máximo mandatário brasileiro. Aliás, esta visita foi amplamente badalada na mídia internacional.

Apesar de vinte anos de discursos populistas inflamados, tínhamos, afinal, a comprovação definitiva da subserviência que antecederia e prepararia terreno para a reeleição e, aliás, daria aval à posterior e recente visita do Presidente Bush objetivando o etanol brasileiro.

Há pouco citamos o processo de desmonte do Estado. Tamanho foi o prejuízo causado ao país pelas privatizações indiscriminadas da era FHC, que foram utilizadas como carro-chefe de campanha contra o candidato Alckmin, pelo poderoso marketing do PT, para garantir a reeleição do inepto que ocupa hoje a cadeira da Presidência da República. Como também já mencionamos, é visível que dentro dos ditames atuais, as privatizações desta e de tantas outras empresas são fatos consumados e não poderão ser revistas por mais lesivas e duvidosas que tenham sido.

De qualquer forma e, apesar de não ter ocorrido qualquer revisão, como o partido do governo foi um antigo combatente radical do processo de desestatização, muitos acreditam hoje que a política entreguista tenha sido suspensa e que o restante das empresas que não foram privatizadas tenha permanecido intacto. Mas será isso mesmo verdade?
Ainda na época de FHC, e voltando a falar novamente sobre a CVRD, quando esta foi privatizada, houve uma série de irregularidades. Sem qualquer debate com a sociedade brasileira, a companhia foi entregue em cerca de metade a testas-de-ferro “nacionais” e a outra metade diretamente a investidores estrangeiros. A coordenadora global desta transação foi a Merrill Lynch & Co. ABN AMRO Rothschild: a empresa que fez a avaliação do valor de “venda” e, depois, ela mesma, acabaria por tornar-se uma das acionistas (algo não só ilegal como imoral).

Algo muito diferente deste tipo de fraude em benefício dos “Donos do Mundo” têm sido conduzido pelo governo atual?

Em 31 de maio de 2006, o Presidente Lula sancionou o aumento da participação societária estrangeira no capital do Banco do Brasil de 5,6% para 12,5%.

Historicamente, quem é a maior interessada na aquisição de ações do Banco do Brasil?

É a City londrina, comandada justamente pela dinastia judaica Rothschild. Este é um interesse que remonta aos tempos do Barão de Mauá, o fundador do banco, no tempo de D. Pedro II. A História nos ensina que o Barão foi à falência por defender os interesses nacionais em ferrovias, em detrimento dos negócios dos Rothschild (que foram seus parceiros de empreendimentos).

Gustavo Barroso, um dos mais brilhantes intelectuais já paridos em solo brasileiro, após exaustivo estudo, publicou em 1934 o libelo integralista “Brasil Colônia de Banqueiros”. Esta obra foi, em seu tempo, sem dúvida, uma das obras mais importantes para o Integralismo e o trabalho pioneiro a substanciar um nacionalismo econômico no Brasil.

No ano da morte de Gustavo Barroso, em 1959, Plínio Salgado, em discurso no plenário, enquanto Deputado Federal, afirmara que antes deste livro notável, o problema da escravização econômica do Brasil nunca havia sido colocado como se devia, e ainda acrescentava: “(...) quando surge em nossa Pátria uma corrente nacionalista a lutar contra as injunções do capitalismo internacional, que objetiva a nossa conservação como país subdesenvolvido, num cruel e doloroso colonialismo, o livro de Gustavo Barroso (Brasil Colônia de Banqueiros) é a bandeira que todos deveriam desfraldar porque foi a primeira que se ergueu no Brasil, nestes últimos tempos, a despertar a consciência nacional para a luta pelos interesses econômicos da Nação contra as organizações internacionais que nos têm escravizado e pretendem permanentemente escravizar-nos”.

Passados mais de setenta anos da primeira edição do livro de Gustavo Barroso a situação permanece inalterada. Em 1934, o intelectual que foi posteriormente colocado no anonimato pelas mesmas forças inimigas do Brasil, contra as quais ele que ele lutou de corpo e alma, escrevia:

“No manifesto de 6 de agosto de 1822, o Príncipe D. Pedro clamava, referindo-se às Cortes de Lisboa: Lançou mãos roubadoras aos recursos aplicados ao Banco do Brasil, sobrecarregado de uma enorme dívida nacional”.

“Estendemos a sacola aos banqueiros judeus de Londres, pedindo o favor dum empréstimo combinamos que seria lançado naquela praça em duas vezes. O contrato da primeira foi passado a 20 de agosto de 1824, entre o marechal de campo Felisberto Caldeira Brant, mais tarde marquês de Barbacena, e o conselheiro Manuel Rodrigues Gameiro Pessoa, mais tarde visconde de Itabaiana, e as casas bancárias Baseth Farquhar Chrawford & Cia, Fletcher, Alexander e Cia. E Thomas Wilson & Cia. O da segunda foi realizado pelos mesmos com o banqueiro Nathan Mayer
Rotschild”.

“A autorização para o contrato de empréstimo foi dada pelo decreto de 5 de janeiro de 1824, sendo ministro da fazenda Mariano José Pereira de Fonseca, mais tarde visconde e marquês de Marica”.

“É a primeira vez que esse nome, famoso por muitos títulos nos anais da finança internacional, aparece na nossa história. Nunca mais sairá dela. Os brasileiros devem guardar bem guardada a lembrança desta data: – 12 de janeiro de 1825. Nesse dia, os banqueiros puseram o pé sobre o nosso corpo, passamos a pertencer-lhes e para eles trabalhamos. Entretanto, embriagada pela vã palavra de liberdade, a nação se divertiu com a Abdicação, as rebeldias da Regência, a Maioridade, as guerras do 2º Império, a Abolição e as revoltas da República, entremeadas de quedas de gabinetes, de mudanças de regimes, de sucessões governamentais e de ditaduras, enquanto que, por trás dos bastidores, os banqueiros de mãos dadas aos políticos, a governavam e a exploravam”.

“Já é tempo de dizer a verdade ao povo brasileiro; ela não consta, senão veladamente, das mensagens oficiais. Calou-se sempre a boca mentirosa ou covarde dos politicões do liberalismo. Embora acoimados pelos comunistas de servirem ao capitalismo, os Integralistas são os que até hoje têm tido a coragem de pregá-la – para que o colosso acorde, se espreguice, quebre as cadeias e, erguendo o tacape duma verdadeira liberdade, espatife os ídolos e os bezerros de ouro. Já basta de se dizer que a casa Rothschild presa tanto aos títulos brasileiros que com eles constitui o dote das suas filhas casadouras. Já basta de considerá-los nossos amigos, como eu próprio me penitencio de o haver feito, levado por essas balelas e por ainda não ter estudado a fundo os nossos empréstimos (no discurso em que saudei na Academia Brasileira de Letras, como seu Presidente, o escritor teatral Barão Henri de Rothschild). Tudo isso é muito bom para embair os tolos através da  leitura dos jornais. Mas a verdade é outra e bem trágica: essa propaganda, contumaz e esperta, oculta tão somente o trabalho forçado de gerações e gerações de brasileiros”. “Nathan Mayer Rothschild! Este nome está preso a toda engrenagem financeira mundial do começo do século (Nota: Séc. XX). Seu portador assiste, de longe, a batalha de Waterloo, vê a derrota de Napoleão, corre à costa belga, paga a peso de ouro o barco dum pescador, atravessa a Mancha em pleno temporal, arrebenta até alcançar Londres e surge na Bolsa com a mais tranquila fisionomia deste mundo. Sorri e começa a vender seus títulos. Todos pensam que deve estar a par de novas terríveis de guerra, pois nada ainda transpirava o fatal encontro de Napoleão com Wellington e Blûcher. Só ele conhecia o de visu. O pânico ganha os portadores de ações, de bônus e de apólices. Baixa pavorosa! Os agentes de Nathan compram tudo por dez reais de mel coado. Mais tarde, chega a notícia da estrondosa vitória e todos aqueles papeis, como é natural, sobem vertiginosamente. Estão na quase totalidade em mãos da casa Rothschild, que realiza um ganho colossal e, à sombra dessa formidável riqueza começa a dominar a Europa. Caíra o império militar de Napoleão, a maior potência militar da época, e nascia o argentário de Rothschild, a maior potência financeira dos novos tempos”. (Gustavo Barroso, “Brasil Colônia de Banqueiros”).

Realmente, o golpe de mestre de Nathan Mayer Amschel Rothschild, foi fundar seus bancos alicerçados em uma transnacionalidade estratégica, colocando nas suas agências os próprios filhos na administração e as estabelecendo nos grandes centros financeiros europeus, num processo que se iniciou a partir do século XVIII: ele e seu filho mais velho, em Frankfurt; Nathan Mayer filho, em Londres; Jacob, em Paris; Salomon, em Viena; e Karl, em Nápoles. É já dessa época, também, que remonta um forte relacionamento familiar dos Rothschild com outros clãs do banqueirismo internacional e com as oligarquias européias (tendo especiais vínculos com as aristocracias britânica, francesa e holandesa).

É necessário também ter uma noção da amplitude da influência dos Rothschild, participando direta ou indiretamente, de acontecimentos históricos de grande relevância que vão muito além de explorar nosso Brasil e os interesses embutidos nas revoluções liberais que precederam os arroubos napoleônicos na Guerra Franco-Prussiana (1870-71): a colonização da Índia (1757- 1947); a Guerra do Ópio na China (1840-42); o financiamento do Sul e do Norte na Guerra Civil Americana (1861-1865); a Guerra do Paraguai (1864-1870); a compra do Canal de Suez pelam Inglaterra (1882); a tomada da África do Sul e suas riquezas através da Segunda Guerra dos Bôeres (1899-1902) – além do financiamento de diversos outros conflitos no continente africano de olho em minas de ouro e diamantes; a guerra vitoriosa do Japão contra a Rússia czarista (1904-
1905); a I e II guerras mundiais (1914-1918 /1939-1948); as recentes incursões de coalizões lideradas pelo EUA na Iugoslávia, Afeganistão e Iraque; etc, etc e etc...

O mesmo poder do ouro, emanado do clã Rothschild, que exerceu caráter decisivo na impulsão do sionismo como movimento político, financiando colônias judias na Palestina como pontas de lança durante 1917, com a formalização da Declaração Balfour; e da Revolução Socialista, através de seus entes, no mesmo ano, representando a plutocracia que controla completamente, já há muitas décadas, a Casa da Moeda norte-americana e, conseqüentemente, a emissão do Dólar, através do Federal Reserve Board (fundado em 1913).
(Extraído de “História Secreta do Brasil”, de Gustavo Barroso: casamento de Leopoldo Rothschild na Sinagoga Central de Londres – Gravura do “Crapvillot” de Paris, nº especial de set/1936. O dote dos noivos foram títulos da Colônia do Brasil)
O jornalista e radialista carioca Jorge Serrão, em corajosa denúncia publicada no veículo independente Alerta Total, cobriu a recente operação de venda das ações do Banco do Brasil aos grupos estrangeiros, na Bovespa. Operação na qual o governo do PT, contando com o trunfo de comandar a maior fundação de previdência privada do País (o fundo de pensão Previ, dos funcionários do BB, que tem um patrimônio de R$ 82 bilhões), e mantendo o petista Sérgio Rosa, até 2010, na presidência da Previ, tem podido levar a cabo a reforma da Previdência e dos fundos.

“Os petistas terão controle sobre a bilionária carteira de ações da Previ, que corresponde a 60,8% do patrimônio do poderoso fundo de pensão. Sérgio Rosa é ligado a José Dirceu e Luiz Gushiken, os timoneiros dos futuros grandes empreendimentos empresariais no Brasil e que, logo que assumiram o governo Lula, fizeram questão de indicar e nomear seus apadrinhados nas diretorias financeiras dos fundos de pensão de estatais. A atuação deles no leilão de venda da Varig é um dos mega-negócios anunciados no mercado”.

“O Banco do Brasil divulgou um comunicado ao mercado com a ‘boa notícia’ aos supostamente investidores estrangeiros. Na verdade, o dinheiro dos investidores de fora, para adquirir ações do Banco do Brasil, seria o dinheiro que especuladores brasileiros investem no exterior. É assim que o dinheiro guardado em paraísos fiscais (os grandes centros off-shore), retorna ao Brasil lavado e legalizado, com a permissão do Banco Central. Especialistas estimam que cerca de US$ 500 bilhões em ‘dinheiro sujo’ - cerca de 2% do PIB mundial - transitam anualmente na economia".

E após descrever, em detalhes, o mecanismo de lavagem de dinheiro através da remessa ilegal de bilhões e bilhões de dólares ao exterior através de uma máfia que envolve doleiros, o tráfico de drogas e os jogos legais e ilegais; assim como as bolsas de valores oferecem condições propícias à lavagem de dinheiro, por permitirem negócios com características internacionais ao lado de altos índices de liquidez e curto espaço de tempo (facilitados pelos corretores que cedem sem obstáculos à sedição de organizações criminosas), completa o jornalista:

“Tecnicamente, as bolsas de valores visam a facilitar a compra e venda de ações e direitos. Nas bolsas de valores é possível a realização de operações em cinco modalidades: (1) à vista; (2) a prazo; (3) a termo; (4) a futuro e (5) por opção. Enquanto nas quatro primeiras formas se negociam ações, no mercado de opções o que se negocia é o direito sobre essas ações. Mas os investidores não compram ações diretamente em uma bolsa. Compram-nas através das sociedades corretoras membros daquela entidade”.

“O cliente emite uma ordem de compra ou venda à sua corretora e esta se encarrega de executá-la no pregão. Para isso, as corretoras mantém, no recinto de negociação, seus operadores, que são habilitados por meio de um exame de qualificação. Para fechar uma operação na bolsa, qualquer pessoa, banco ou empresa tem que usar os serviços de uma corretora, que recebe uma taxa de corretagem por realizar essa transação”.

E os comandantes absolutos das bolsas de valores no mundo desde longa data permanecem sendo os Rothschild, que lideraram recentemente uma das mais ousadas operações do mercado acionário internacional (estimada em US$ 20 bilhões): a fusão da Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês) com o grupo europeu Euronext (administrador das Bolsas de Paris, Bruxelas, Amsterdã e Lisboa, além de derivativos em Londres), criando a primeira bolsa de valores transatlântica da história.

Agora mesmo, os Rothschilds estão novamente envolvidos numa das mais notórias fusões bancárias da história do continente europeu: a venda do ABN Amro, cobiçado pelos bancos Barclays, Royal Bank of Scotland, HSBC, Santander e Citibank; numa negociata que envolve espantosa cifra na casa dos 90 bilhões de Euros.

Foi o mesmo Serrão que narrou como o tucano Aécio Neves, um dos favoritos para a candidatura da suposta oposição para o próximo pleito presidencial esteve no dia 16 de maio de 2004 em uma mega-festa na mansão inglesa dos Rothschild, em homenagem ao empresário Mário Garnero, do grupo Brasilinvest, e teve o privilégio de entrar na famosa Spencer House (sabidamente uma construção do século XVIII que pertence ao lorde Jacob Rothschild, pai do jovem Nathanael e decano da família de banqueiros mais influente dos últimos dois séculos, que a usa apenas em ocasiões especiais):

“O Lord considera Garnero ‘um de seus quatro filhos’. Aécio Neves presenciou o Lorde erguendo taças de cristal para homenagear Garnero e ninguém menos que o ex-presidente dos EUA George Bush (pai do presidente dos EUA), no Great Room do andar superior da mansão histórica. O denominado ‘controlador do mundo’ opera com os políticos da maneira que melhor lhe convém aos negócios”.

Este é o quadro político que se avizinha para o Brasil num futuro próximo: sem novidades.

Pegam uma marionete e a substituem por outra. Os controladores continuam sendo os mesmos: os velhos oligarcas do sistema financeiro internacional.

Enquanto não encontrarmos uma liderança nacionalista, com força política e autoridade, para banir os vendilhões da Pátria e construir uma ordem moral a ditar novos rumos para o país, continuaremos apenas assistindo passivos a grupos alienígenas, aos sabores de interesses que nada têm de comum com os nossos, mantendo o Brasil como uma eterna Colônia de Banqueiros.

São Paulo, 17 de Maio de 2007.

* ∑. Ex-Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira.